Cunene celebra 47 anos de ascensão a categoria de província

Ondjiva, Governo Provincial (JORGE MONTEIRO/PORTAL DE ANGOLA)

A província do Cunene celebra, na próxima segunda-feira, 10 de Julho, o 47º aniversário de categoria de província, desde a sua desanexação do então distrito da Huíla, a 10 de Julho de 1970, fundada pelo General Pereira N’dença, através do Decreto 330/70.

Cunene tem uma superfície de 77,213 quilómetros quadrados, dividida administrativamente por seis municípios e 20 comunas, tendo como sede capital a cidade de Ondjiva. Conta com uma população de 999 mil e 800 pessoas, dos quais 79,1 porcentos residem no meio rural e 20,9 na zona urbana.

Depois da sua ascensão a província. Cunene viveu nesses 47 anos várias etapas que vão desde a sua desanexação do distrito da Huíla (1970), período de ocupação militante estrangeira que obrigou a retirada da administração governativa de Ondjiva para castanheira de pera (Matala) , num período de oito anos (Agosto de 1981 a 1989), seguindo-se a reposição politica administrativa em Xangongo nos finais de 1989.

A região sobreviveu também a invasão sul-africana que destruiu as infra-estruturas da província. Passados esses maus períodos, Cunene, nos dias hoje, fruto do alcance da paz efectiva em 2002, conheceu avanços significativos nos sectores da habitação, saúde, educação, estradas, energia e água.

Nesses avanços, deve-se realçar a construção de raiz da conduta de água Xangongo/Ondjiva, numa extensão de 105 quilómetros, abrangendo seis mil famílias das comunas de Xangongo, Môngua, Missão Católica de Omilunga, Mbulunganga e a sede capital, bem como a execução das acções enquadradas no Programa “Agua para Todos”, visando acudir a população do meio rural.

Quanto ao sector energético, deslumbra-se a ampliação de cinco para 12 megawats e a ampliação da rede de alta tensão de energia a partir da República da Namíbia, a entrada em funcionamento da central térmica de Ondjiva com três grupos geradores que somam 12 megawats, assim como o fornecimento regular de energia aos centros urbanos e partilhados no meio rural.

No âmbito da construção de vias rodoviárias, Cunene conta com a reabilitação e asfaltagem da via que liga a sede da província aos municípios do Namacunde, Cuanhama, Ombadja, Cahama e Cuvelai, enquanto encontra-se em fase de execução o troço Cahama-Curoca e de Ondjiva/Omala, com 80 quilómetros, ligando o município do Cuanhama com Cuvelai.

Destaca-se igualmente, a reabilitação das ruas da cidade de Ondjiva, melhoramento dos passeios e lancis, recuperação do sistema de drenagem, entre outras, que dão o novo alento a atinga vila Pereira N’dença

Já ao sector da educação, os avanços são mais expressivos, pois à província do Cunene conta hoje com duas unidade do ensino superior, Instituto Superior Politécnico do Cunene e Escola Superior do Cunene, com os cursos de biologia, agronomia, gestão informática, enfermagem, análise clínica e hidráulica.

De igual modo, o ensino geral também avança significativamente, pois em 1970 Cunene contava apenas com três escolas do ensino primário na cidade de Ondjiva, e outras cinco afectas a missão católica de Kanautoni, Chulo, Mupa, kafima e Omupanda, onde se ministravam apenas aulas do ensino primário.

E, volvidos 47 anos, conta hoje com 838 escolas, entre as quais 768 do ensino primário, 56 do primeiro ciclo e 13 do segundo ciclo, sendo duas de Formação Técnico-profissional e três de Formação de Professores.

A saúde caminha na mesma direcção, depois da paz efectiva no País, em 2002, a província do Cunene tinha cerca de seis centros de saúde de referência municipal e dois hospitais. A maior parte dessas unidades estavam em estado de degradação avançada, devido a guerra.

Actualmente conta 109 unidades sanitárias distribuídas em todos os municípios, entre os quais hospitais municipais, centros e postos de saúde, o que tem vindo garantir maior acesso da população à saúde.

O inicio das festividades dos 47 anos da província acontece na próxima segunda-feira, 10 de Julho, deste ano, com abertura da Expo-Cunene 2017, onde vários empresários nacionais, namibianos e sul-africanos vão expôr os seus produtos. (Angop)

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