Centro de larvicultura de tilápia de Massagano produz sete toneladas de spirulina ao mês

Centro de larvicultura nascem no rio Mushimogi, em Sacassange (Foto: Angop)

Com o projecto piloto, o Ministério das Pescas desenvolveu as algas em tanques para assegurar a sua qualidade através do fornecimento de água, isenta de contaminação, elemento fundamental para o seu crescimento e desenvolvimento

Sete toneladas de spirulinas serão produzidas mensalmente pelo Centro de Larvicultura de Tilápia do Massagano, no município de Cambambe, província do Cuanza-Norte, num projecto orçado em cerca de USD 500 mil, financiado pelo Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cujo acto inaugural foi presidido pela ministra das Pescas, Victoria de Barros Neto. A governante que falava durante a cerimónia inaugural do Centro, disse que o Ministério das Pescas está apostado em levar avante este projecto-piloto, com o objectivo de promover a sua produção em larga escala, envolvendo o empresariado, para que se crie uma indústria organizada e forte.

De acordo com Victória de Barros Neto, este tipo de iniciativas podem contribuir para a melhoria do sistema nutricional e de saúde das nossas populações, bem como promover o emprego. “Para o efeito, o governo formou já quatro técnicos no Burkina-Faso, que já se encontram no país a trabalhar no projecto”, afirmou. Por seu turno, o representante do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Mamoudou Diallo, disse que “a inauguração deste centro é a etapa mais importante do projecto de cooperação com Angola, através do Ministério das Pescas, e que houve um envolvimento de especialistas que permitiu ultrapassar numerosas dificuldades de ordem técnica, logística e operacional que são próprias de todas as obras deste género”, frisou o quadro das Nações Unidas.

“Este primeiro Centro de produção de spirulina em Angola, é a concretização de um sonho que transportava pessoalmente, desde que cheguei a este país, em 2010”, confessou. O centro possui toda a cadeia de processamento de valores, multiplicação, produção e o acondicionamento da spirulina. De acordo com os técnicos, é único do género na região austral de África e responde às normas de qualidade requeridas. Mamoudou Diallo avançou igualmente que brevemente será realizada uma mesa redonda em que participarão empresários e membros do governo, visando elaborar uma proposta de angariação de fundos para a implementação deste tipo de projecto nas províncias do Uíge, Benguela, Namibe e Moxico.

De acordo ainda com o representa da FAO em Angola, a spirulina hoje faz parte da dieta alimentar de pacientes que sofrem de cancro, particularmente do cancro do pâncreas, o Hiv/Sida e demais doenças debilitantes, e na recuperação face a situações recorrentes de défice nutricional particularmente nos grupos mais vulneráveis, crianças e ido-sos, respectivamente. Com um valor nutricional ímpar, a spirulina é produzida nos cinco continentes. É objecto do comércio mundial e uma das fontes de divisas para países como a Índia, China, Cuba, México, Israel e Burkina Faso entre outros. (O País)

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