Centro de Hemodiálise recebe donativo da OMA e dos Jovens Unidos e Solidários

Entrega de medicamentos ao Centro de Hemodiálise (FOTO: HENRI CELSO)

Sete toneladas de medicamentos, para o tratamento de doentes com deficiência renal crónica, foram entregues hoje (sábado) ao Centro de Hemodiálise do Hospital Josina Machel, em Luanda, pela Associação dos Jovens Unidos Solidários em parceria com a Organização da Mulher Angolana (OMA).

Segundo Mário Domingos Durão, presidente da associação Jovens Unidos Solidários, constam do lote, para além dos medicamentos, material gastável como batas, mascaras e compressas, entre outros bens adquiridos com o apoio de vários empresários angolanos.

O director clínico do centro, Jorge Lopes, durante a visita dos membros da associação e da OMA, esclareceu que encontram-se em tratamento na instituição 350 pacientes em dias alternados, sendo 175 doentes por dia.

Segundo o médico, apesar das campanhas realizadas pelo país sobre os perigos da pressão arterial, a hipertensão continua a ser uma das principais causas das enfermidades renais crónicas em Angola.

Salientou ainda que a maioria dos doentes surgem já em estado terminal, vindo do banco de urgência, sem se saber ainda quais as reais causas da sua incapacidade renal.

De acordo com Jorge Lopes, nos últimos meses o centro tem recebido um número considerável de mulheres grávidas para a hemodiálise.”Algumas engravidam durante a hemodiálise e acabam por perder os bebes, enquanto outras têm os bebes prematuros e com baixo peso”.

De acordo com o médico, também é frequente a assistência, no Centro de Hemodiálise do Hospital Josina Machel, de mulheres provenientes das maternidades.

A responsável da OMA no município de Luanda, Joana Quintas, em declarações à Angop, reconheceu que a oferta feita hoje não vai resolver os problemas do centro, mas que os medicamentos irão minimizar as dificuldades que enfrentam para atender diariamente os mais de 170 pacientes .

“ O familiar de um paciente contactou-nos e afirmou que tem dificuldade de locomoção, a direcção do centro diz que tem transporte, só que não faz cobertura para todos os doentes por viverem em áreas díspares. Muitos deles saem de casa as três da madrugada para poderem chegar a tempo e com toda a insegurança da nossa sociedade é um perigo”

A responsável apelou aos empresários e associações filantrópicas que sejam solidários oferecendo meio de transporte para o centro de modos que todos os doentes, sem carros, possam ser recolhidos para o tratamento. (ANGOP)

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