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Centro de Formação do CFB pode acolher formandos da RDC e Zâmbia
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Centro de Formação do CFB pode acolher formandos da RDC e Zâmbia

O Ministério dos Transportes pretende fazer evoluir o Centro de Formação dos Caminhos de Ferro de Benguela para uma instituição mais ampla, destinada à formação técnica em transporte e logística, de condutores de locomotivas, de camiões bem como electricistas de comboios e mecânicos auto

Os profissionais dos Caminhos de Ferro de Angola, da República Democrática do Congo e da Zâmbia poderão ser formados no Centro de Formação Profissional dos Caminhos de Ferro de Benguela, a partir do próximo ano, inaugurado ontem, em conjunto, por Augusto da Silva Tomás e João Baptista Kussumua, ministro dos Transportes e pelo governador provincial do Huambo, respectivamente.

O centro, que tem capacidade para formar mais de 600 quadros, enquadrados em três turnos, está orçado em mais de 17 milhões de dólares e foi financiado por uma linha de crédito da China.

Para além das salas de aulas, a instituição é constituída por dormitórios, com capacidade para acolher cerca de 240 estudantes, oito dormitórios para professores, dois refeitórios, oito laboratórios de diversas especialidades ferroviárias, uma quadra desportiva entre outras áreas, repartidos em dois edifícios principais.

Dispõe de um simulador de ponta que será fundamental na formação de operadores de locomotivas. Augusto da Silva Tomás declarou, no acto de inauguração, que, para além do investimento em equipamentos, a captação dos quadros para assegurar a sua manutenção constitui uma das preocupações do Executivo para não comprometer a mobilidade das pessoas e das mercadorias.

“Se os homens e as mulheres que operam as infra-estruturas do CFB estiverem bem formados, desde logo todos viajarão com muito mais segurança, o que é de extrema importância”, frisou.

O Ministério dos Transportes pretende fazer evoluir esta instituição num centro de formação mais amplo, destinado à formação técnica em transporte e logística. Pretendem vir a formar tanto condutores de locomotivas como de camiões, electricistas de comboios e mecânicos de camiões, proporcionando mais opções formativas aos jovens da região e, consequentemente, mais possibilidade de emprego.

Augusto da Silva Tomás revelou que, a nível do CFB, foram reabilitadas e modernizados 1.344 quilómetros de linha ferras, instalados novos sistemas de comunicações e controlo da circulação. “Foram reabilitadas e construídas de raiz, 67 estações de apeadeiros, com destaque para seis de primeira classe e oito de segunda classe. Foram adquiridas oito locomotivas novas e 95 carruagens”, declarou.

Jovens são capacitados para formar os quadros Ao intervir no acto, o governador do Huambo, João Baptista Kussumua, declarou que os quadros locais, que serão formados na referida instituição, vão contribuir para o desenvolvimento tanto do país como da sua área de jurisdição. Na ocasião, foram entregues certificados de formadores a oito jovens que fazem parte do leque de docentes.

Manuel Capiñala Sunguahanga, 24 anos, um dos galardoados, revelou que foram munidos de conhecimentos durante uma acção formativa realizada na instituição recém-inaugurada, que teve a duraçã de dois meses.

O jovem declarouo que foi admitido nos quadros de funcionários das oficinas gerais de reparação do CFB no Huambo, por via de um concurso público realizado em 2013, e que estava ansioso por cumprir a sua missão.

“Tivemos quatro cursos, designadamente, sinalização, electrónica sem fios, electrónica com fio e simulação. Razão pela qual estamos preparados para leccionar em qualquer um dos quatro cursos”, frisou.

Mintrans oferece 30 autocarros

O Ministério dos Transportes (Mintrans) ofereceu 30 autocarros vocacionados ao transporte urbano, rural e interprovincial de passageiros e mercadorias a quatro empresas que actuam neste sector na província do Huambo, designadamente, RCH, MD Freitas, Ango Real e Bacatral.

O director administrativo da Bacatral, Joaquim Saunde, não conseguiu explicar, em declarações a OPAÍS, a quantidade de veículos alocados à sua empresa nem se terão a responsabilidade de ressarcir o Estado. “Os meios que acabamos de receber vão reforçar a nossa frota que conta com dez veículos e vão facilitar a mobilidade das nossas populações”, salientou.

Já Jacinto Henrique, administrador da empresa RCH, referiu que os meios ora atribuídos poderão ajudar a reforçar os meios rolantes da sua empresa destinados ao transporte de estudantes dos magistérios primários do Cuima, da Chicala Choloanga e do Politécnico do Catchiungo. Para assegurarem o transporte nesta empresa, cada encarregado de educação desembolsa 18 mil Kwanzas/mês. daniel miguel (O País)

por Paulo Sérgio

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