Bispo de Mbanza Congo defende dinamização das artes na região

ZAIRE: DOM VICENTE CARLOS KIAZIKU - BISPO DA DIOCESE DE MBANZA CONGO (FOTO: PEDRO MONIZ VIDAL)

A dinamização das artes na província do Zaire, que se traduzem na forma de manifestar o espírito, sentimento e o ser do indivíduo em obras, foi defendida hoje, sexta-feira, em Mbanza Congo, pelo Bispo da Diocese local, Dom Vicente Carlos Kiaziku.

O religioso que falava à Angop, entende que um indivíduo que se afirma ser um artista, deve, antes de tudo, conhecer a sua cultura, para que, a partir do seu âmago, possa expressar-se tendo com base nas suas origens.

Para o efeito, o bispo aponta a necessidade da criação de escolas de artes nesta parcela do país, para também responderem ao desiderato da inscrição de Mbanza Congo na lista do Património Mundial da Unesco, ocorrida a 08 deste mês, na Polónia, que deverá motivar a vinda à região de muitos turistas.

Na opinião do católico, os visitantes quererão saber do melhor que se produz na região no domínio das artes e levar consigo lembranças no regresso aos seus locais de origem, daí haver necessidade de se valorizar e incentivar os artesãos, escultores, pintores, músicos, entre outras manifestações culturais.

Dom Vicente Carlos Kiaziku entende que o sistema de aculturação imposto aos angolanos, pelo colono português, exige ainda um trabalho aturado de resgate da identidade cultural autóctone, sob pena de sermos influenciados, permanentemente, por valores alheios.

Considerou que na actualidade, as maiores expressões em termos de escultura, pintura e da canção, na região, denotam-se mais no seio dos compatriotas regressados da República Democrática do Congo (RDC), cujo país vizinho detém escolas de artes de referência a nível desta região de África. (ANGOP)

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