Biocom investe USD 12 milhões para aquisição de novos equipamentos

Malanje: Açucareira da Fazenda BioCom (Foto: Pedro Parente)

Doze milhões de dólares norte-americanos foram investidos pela Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), para aquisição de novos equipamentos, com vista a responder aos desafios da safra 2017/21018, perspectivando um crescimento de 15% na produção de açúcar, em relação ao ano transacto.

Segundo uma nota de imprensa da companhia chegada hoje à Angop, os investimentos foram necessários, principalmente, devido ao aumento da área de cana a ser colhida, que passou de 9.272 hectares na safra 2016/2017 para 12.600 hectares na colheita actual, que iniciou no dia 29 de Junho último.

O documento realça que a empresa investiu em novas colhedoras de cana, tractores agrícolas, equipamentos para produção de biomassa, além de outros equipamentos que auxiliam no processo de preparação do solo e plantio.

“A previsão de produção de açúcar na actual safra é de 62.947 toneladas, contra 52 mil toneladas produzidas no ano transacto. Para atingir a meta, serão processadas este ano na Unidade agro-industrial da empresa, em Cacuso (Malanje), 601 mil toneladas de cana de açúcar (em 2016 a moagem foi de 510 mil toneladas)”, lê-se no documento.

Além do açúcar, a Biocom irá produzir nesta safra 15.278 m3 de etanol, contra 14.263 m3 de 2016 e exportar 200 mil MW de energia eléctrica (em 2016 a exportação de energia foi de 57 mil MW).
Quanto aos números de produção do ano corrente, na nota a Biocom informa que, entre os dias 29 de Junho de 2017 e 10 de Julho de 2017, a produção de 2.421 toneladas de açúcar, 650 metros cúbicos de etanol, bem como a geração de 15.109 megawatts de energia eléctrica.

Os motivos do aumento do volume de produção estão na contínua expansão da plantação da cana-de-açúcar e nos ganhos de produtividade obtidos a cada ano, tanto na área agrícola quanto na indústria.

A empresa caminha para atingir as metas de produção fixadas para a fase de maturidade do projecto, na safra 2020/2021, onde serão produzidos 256 mil toneladas de açúcar, 33 mil m3 de etanol anidro e 235 mil megawatts de energia eléctrica.

De acordo com as previsões do plano de negócios da agro-indústria, a partir da maturidade do primeiro estágio do projecto, a produção anual de açúcar será de 256 mil toneladas, o que equivale cerca de 60 porcento de todo consumo do produto no país.

A Biocom é a primeira empresa do país a produzir e a comercializar açúcar, etanol e energia eléctrica a partir da biomassa, tendo como principal destinatário os pequenos, médios e grandes grossistas do mercado angolano.

Se em 2015 obteve uma produção de 24 mil e 770 toneladas de açúcar, 10 mil e 243 metros cúbicos de etanol e gerou 42 mil megawatts de energia eléctrica.

No ano seguinte (2016) a Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), com esforços e dedicação dos seus dois mil e 200 trabalhadores, juntou-se à estratégia do Governo, de aumento da produção interna para a redução das importações, ao atingir a marca de 51 mil e 514 toneladas de açúcar na safra 2016/2017, superando a meta estabelecida de 47 mil toneladas deste produto da cesta básica. (ANGOP)

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