Apesar das exigências dos países árabes, Turquia vai manter as suas tropas no Qatar

(DR)

A Turquia manterá a sua presença militar no Qatar, declarou o vice-primeiro ministro turco, Numan Kurtulmus, na segunda-feira (3).

A declaração foi feita em meio da crise diplomática horas depois de os Estados árabes concordarem em prorrogar o prazo para que Doha aceite as propostas, incluindo a retirada das tropas turcas do país.

Na semana passada, o Kuwait, que actua como mediador entre o Qatar e os países do Golfo, entregou uma lista com exigências da Arábia Saudita, Egipto, Emirados Árabes Unidos e Bahrein feitas a Doha. Estas incluem a ruptura completa das relações do Qatar com o Irão, o encerramento da base militar da Turquia no território do Qatar e o encerramento do canal de televisão Al-Jazeera. Doha tinha 10 dias para cumprir as exigências. O prazo foi prorrogado até o final de terça-feira (4). O Qatar declarou ser impossível cumprir tais exigências e insistiu na sua reconsideração.

“A base militar turca no Qatar é uma questão de segurança não só para o Qatar, mas para toda a região. A presença militar turca continuará. A tentativa de vincular a presença militar turca com a crise política no Qatar pode levar a erros sérios”, declarou Kurtulmus numa entrevista colectiva de imprensa em Ancara, capital turca.

Ele acrescentou que a crise em torno de Qatar não tem “raízes profundas e foi criada artificialmente”, enquanto as demandas dos países árabes feitas a Doha são “inaceitáveis para um país independente”.

No dia 5 de junho, seis países árabes, começando com o Bahrein, declararam a ruptura de relações diplomáticas com o Qatar. Depois do Bahrein, a decisão foi tomada pela Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen e Líbia. Posteriormente, as Maldivas, Maurícias e a Mauritânia anunciaram igualmente a ruptura de relações. Tal decisão drástica é explicada pelo suposto apoio prestado por Doha ao terrorismo. (Sputnik)

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