ANC preocupado com membros que atacam publicamente o partido

Presidente sul-africano, Jacob Zuma (Afp)

O Congresso Nacional Africano (ANC) manifesta-se preocupado com os membros que questionem publicamente a integridade dos seus líderes, mas afasta qualquer medida repressiva contra eles.

Esta reacção surgiu depois que a deputada Makhosi Khoza pediu a demissão do Presidente Jacob Zuma. Khoza, que falava terça-feira numa conferência sobre o futuro da África do Sul ante a chamada “Captura do Estado”, disse que o seu partido, o ANC, estava a ser liderado por um presidente que “se tornou desonroso”.

O porta-voz da ANC, Zizi Kodwa, disse que o partido nota a “grave transgressão” do seu código disciplinar por Khoza e outros que continuam a atacar a organização e a sua liderança em plataformas públicas.

“Estes são representantes públicos que representam, entre outros, o ANC, enviados pelo ANC ao Parlamento, e que [agora] eles viram-se contra a sua própria organização”, lamentou Kodwa.

Ele acrescentou que o partido decidiu não responder esses membros que atacam o ANC em público.

Kodwa disse que o partido actuaria sobre os seus membros “no momento apropriado, quando eles pensarem que é necessário regressarem à sua organização”.

Para o porta-voz do ANC, o partido estava preocupado com as “graves transgressões” e o declínio da “consciência política” manifestada pelos seus membros.

“Estamos preocupados com os deputados do ANC que continuam a minar a sua própria organização e ainda são representantes do ANC”, disse Kodwa.

Ainda na terça-feira, o ex-ministro das Finanças Pravin Gordhan também compartilhou em público o seu ponto de vista sobre Zuma, afirmando que o Presidente deveria partir. Gordhan participava de um diálogo por ocasião do Dia Internacional Nelson Mandela, instituído pelas Nações Unidas para celebrar a luta pela liberdade, justiça e democracia, no dia do nascimento, 18 de Julho, do icónico combatente anti-“apartheid”. (Jornal de Notícias MZ)

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