Abertura dos mercados: Bolsas sobem antes de dados económicos. Petróleo em máximos

(DR)

As bolsas europeias estão em alta e os juros da dívida em queda antes de serem conhecidos os dados do desemprego e inflação na Zona Euro. O petróleo segue em máximos de dois meses, com anúncio de reunião da OPEP.

s mercados em números
PSI-20 sobe 0,61% para 5.204,20 pontos
Stoxx600 ganha 0,31% para 379,51 pontos
Nikkei desvalorizou 0,17% para 19.925,18 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 4,5 pontos base para 2,882%
Euro recua 0,15% para 1,1733 dólares
Petróleo em Londres sobe 0,53% para 52,80 dólares o barril

Bolsas europeias sobem em dia de dados económicos e resultados

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta segunda-feira, 31 de Julho, dia em que serão conhecidos os dados do desemprego e inflação na Zona Euro e em que continuam as apresentações dos resultados trimestrais das empresas, que têm marcado o passo nos mercados.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 0,31% para 379,51 pontos, animado sobretudo pelas cotadas do sector da mineração.

Em Lisboa, o PSI-20 sobe 0,61% para 5.204,20 pontos, com o BCP e a Galp Energia a impulsionar. O banco liderado por Nuno Amado soma 0,91% para 24,33 cêntimos, enquanto a Galp Energia valoriza 1,76% para 13,625 euros, depois de ter anunciado que os seus lucros aumentaram 1% no primeiro semestre para 250 milhões de euros.

Risco de Portugal em mínimos de Janeiro de 2016
Os juros das obrigações portuguesas estão a descer, enquanto o risco da dívida segue em mínimos de um ano e meio, acompanhando a tendência de alívio que se estende à generalidade dos países do euro.

A ‘yield’ associada à dívida portuguesa a dez anos recua 4,5 pontos base para 2,882%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, a queda é de 1,6 pontos para 1,509%. Em Itália, os juros das obrigações descem 3,3 pontos 2,676%, e na Alemanha, que contraria a tendência, a ‘yield’ sobe 0,5 pontos para 0,548%.

Com os juros da dívida alemã a subir e os da portuguesa a descer, também o risco da dívida nacional (medido pelo spread face à germânica) está em queda. A descida é de 1,6 pontos para 229,3 pontos, o valor mais baixo desde Janeiro de 2016.

Esta evolução acontece antes de serem conhecidos os dados da inflação na Zona Euro, que poderão dar pistas sobre se o BCE vai considerar, brevemente, uma redução dos estímulos à economia.

Os analistas do RBC Capital Markets estimam que em Julho, a taxa de inflação tenha ficado estável em 1,3%, apesar de advertirem que essa estimativa tem alguma incerteza.

Dólar completa quinto mês de quedas

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a negociar em alta ligeira. Ainda assim, prepara-se para completar esta segunda-feira o quinto mês consecutivo de perdas, um período marcado pela incerteza no que respeita à implementação da agenda pró-crescimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A confiança decrescente na administração Trump, devido aos repetidos erros políticos, é central aqui”, refere Nizam Idris, estratego do Macquarie Bank, citado pela Bloomberg.

Petróleo em máximos de Maio

O petróleo está a negociar em máximos de dois meses, depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter anunciado que o grupo e os seus parceiros vão reunir-se na próxima semana para discutir porque alguns produtores não estão a cumprir os cortes na produção acordados.

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI), sobe 0,40% para 49,91 dólares, enquanto em Londres, o barril de Brent valoriza 0,53% para 52,80 dólares, o valor mais elevado desde 25 de Maio.

Ouro a caminho da maior subida mensal desde Fevereiro

Ainda que o metal precioso esteja em queda ligeira, deverá completar esta segunda-feira a maior valorização mensal desde Fevereiro, devido à especulação de que a Reserva Federal dos Estados Unidos deverá abrandar o ritmo de normalização dos juros nos Estados Unidos.

“Os dados do PIB dos Estados Unidos foram mais fracos do que o esperado e a inflação continua abaixo da meta, o que poderá penalizar as expectativas de subida dos juros por parte da Fed”, explica a Guotai Junan Futures, numa nota de análise.

O ouro desce 0,23% para 1.266,28 dólares, enquanto a prata cai 0,34% para 16,6997 dólares. (Jornal de Negócios)

DEIXE UMA RESPOSTA