Universidade Jean Piaget de Angola apresenta Eco Repelente

Universidade Jean Piaget (DR)

O Eco Repelente, produto para a protecção da pele contra a picada do mosquito, foi apresentado na quinta-feira na Universidade Jean Piaget de Angola, no município de Viana, em Luanda.

A Engenheira Fernanda Samuel, responsável pela investigação, disse que o estudo científico baseou-se na pesquisa de várias plantas e na extracção do óleo de certas sementes.

Depois de vários meses de estudo para testar a eficácia do produto no laboratório e no campo, tendo como voluntários várias pessoas dos municípios de Luanda, concluiu-se que o Eco Repelente está apto.

O produto, que tem vantagem com principio activo de 82,5 % em relação aos repelentes convencionais que possuem um activo de com 50% , é natural, ecológico biodegradável e é nacional.

O objectivo principal desta investigação científica é ajudar na redução da taxa de mortalidade provocada pela picada do mosquito, já que a segunda causa de mortalidade em Angola é a malária.

Os objectivos específicos do produto são, entre outros, proteger a pele e evitar o uso de substâncias químicas nocivas a pele.

A investigadora disse que depois de estarem concluídos todos os trâmites legais, o produto será apresentado e consumido em todo o país.

Segundo a pesquisadora, existem no mercado vários tipos de repelentes, mas estes possuem muitos elementos químicos e as vezes os mosquitos acabam por ganhar anti-corpos, por isso se decidiu procurar por outro tipo de repelente.

A investigação faz parte de um projecto coordenado pelo Ministério do Ambiente, no âmbito do seu programa de combate contra a malária, preocupação devido ao surto de paludismo registado em Angola em 2016.

Fernanda Manuel enalteceu o facto do Estado angolano apoiar as instituições de ensino para o desenvolvimento de pesquisas como o Eco Repelente, já que esta é uma das formas que se encontrou para prevenir-se de situações como a do ano passado em que milhares de pessoas foram afectadas pela malária.

Diariamente, lamentou a investigadora, a população deposita grandes quantidades de lixo em locais inapropriados, onde advêm muitas doenças com destaque para a malária e para o combate desta doença várias pessoas utilizam insecticidas e outros produtos. (ANGOP)

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