UAN pretende desenvolver pesquisas para qualidade da educação

(REITORA DA UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO, MARIA DO ROSÁRIO BRAGANÇA SAMBO-FOTO: ROSARIO DOS SANTOS)

A Universidade Agostinho Neto (UAN) vai continuar a desenvolver pesquisas, com vista a ter uma educação com maior qualidade, contribuindo desta forma para melhoria da qualidade de vida dos cidadãos angolanos.

Esta afirmação é da reitora da Universidade Agostinho Neto, Maria do Rosário Bragança Sambo, quando discursava nesta quarta-feira na cerimónia de apresentação do Relatório sobre o Desenvolvimento humano 2016.

De acordo com a responsável, o Relatório sobre Desenvolvimento Humano 2016 baseia-se em indicadores de saúde e de educação e está alinhado com o programa de combate à pobreza e consequentemente com o primeiro objectivo do desenvolvimento sustentável no mundo concernente a erradicação da pobreza.

Maria Sambo realçou que a Universidade no que diz respeito a melhoria da qualidade de vida das pessoas tem a obrigação de contribuir para o quarto objectivo do desenvolvimento sustentável que diz respeito a educação com qualidade.

Referiu que a qualidade é um rumo que se pretende seguir, pelo que se deve estar em sintonia com os fenómenos mundiais e como académicos têm que se habituar a fazer as próprias pesquisas sobre a forma como Angola tem evoluído nos distintos indicadores sobre o desenvolvimento humano.

Entretanto, o coordenador residente do sistema das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladeli, afirmou que a Universidade pode contribuir, se bem dirigida, no avanço na reflexão através da pesquisa, análise e difusão de paradigmas centrais para o desenvolvimento sustentável.

Frisou que não pode existir desenvolvimento humano sem desenvolvimento político e económico, sendo necessário clarificar que esse desenvolvimento económico não é de se considerar como um fim em si, mas como um meio para permitir a sociedade de prosperar com equidade para assegurar a coesão social e a paz.

Para o alto funcionário do sistema das Nações Unidas, deve-se assegurar que os recursos do orçamento sejam priorizados para investir no talento humano, em educação, saúde, habitação, saneamento do meio ambiente e para catalizar as actividades produtivas, assegurando integridade e transparência dos gestores.

“ Pequenas e médias empresas podem produzir um grande efeito multiplicador, com benefícios não só individuais, mas para todo o país “, reforçou.

Paolo Balladeli salientou que a desigualdade entre sexos e a falta de empoderamento das mulheres continuam a ser desafios significativos para o progresso global do desenvolvimento humano, visto que as mulheres tendem a ser mais pobres, ganhar menos e ter menos oportunidades na vida cívica que os homens.

Referiu que um terço da população mundial continua a viver abaixo do desenvolvimento humano e centenas de milhões de pessoas vivem em países classificados como médio, alto ou muito alto desenvolvimento humano, em geral.

Frisou que o relatório sublinha que o desenvolvimento humano é um processo de alargamento das escolhas das pessoas, sendo o desenvolvimento económico um meio importante para o desenvolvimento humano, mas não é um fim em si.

O Relatório sobre o Desenvolvimento Humano 2016 coloca Angola na 150ª posição numa tabela de 188 países liderada pelo Reino da Noruega. (ANGOP)

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