Procurador-geral dos EUA diz que suposto conluio com a Rússia é “mentira detestável”

Jeff Sessions testifica no Senado (FOTO: AP)

Sessions nega ter falado sobre eleições com embaixador russo

O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse nesta terça-feira, 13, no seu depoimento no Senado americano que a ideia de que ele teria participado de um conluio com autoridades da Rússia é uma “mentira detestável”.

O Senado investiga a suposta intervenção russa nas eleições de Novembro, que teria como objectivo beneficiar a campanha de Donald Trump em detrimento de sua rival democrata Hillary Clinton.

“Eu nunca me encontrei ou tive qualquer conversa com russos ou autoridades estrangeiras sobre qualquer tipo de interferência em qualquer campanha ou eleição nos Estados Unidos”, disse Sessions ao Comité de Inteligência do Senado.

“A sugestão de que eu participei de qualquer conluio com o Governo russo para afectar este país, ao qual servi com honra por 35 anos, ou para minar a integridade de nosso processo democrático é uma mentira assustadora e detestável”, continuou Sessions.

A afirmação foi feita no momento em que o procurador-geral, equiparado a ministro da Justiça, comentava sobre o seu encontro privado com o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak, em Abril de 2016 no hotel Mayflower. Sessions disse que ele e funcionários da campanha estavam lá para o discurso de Trump, que na época era candidato à presidência dos Estados Unidos.

O procurador-geral afirmou ainda que não tem conhecimento de “qualquer conversa do tipo por qualquer pessoa sobre a campanha de Trump”.

Encontros

Jeff Sessions encontrou-se por duas vezes com Kislyak durante a campanha.
Ele já havia admitido ter tido os encontros, mas negou ter falado sobre a campanha de Trump. Segundo ele, os dois conversaram sobre a Ucrânia e o combate ao terrorismo.

No início de Março, Sessions afastou-se das investigações sobre os supostos laços da campanha de Trump com a Rússia, já que tinha participado da campanha.

Ele foi acusado de mentir sobre encontros com representantes russos na sabatina do Senado antes de ser confirmado para o cargo. (Voa)

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