Primeira-ministra britânica define o seu futuro diante dos deputados do seu partido

(Arquivo) Theresa May em Londres (Reuters)

A primeira-ministra britânica, Theresa May, define o seu futuro nesta segunda-feira, numa reunião com deputados do Partido Conservador, “furiosos” com o revés registado nas eleições legislativas da semana passada, que os obriga a buscar um acordo com um partido ultra-conservador da Irlanda do Norte.

Muito fragilizada depois de perder a maioria absoluta no Parlamento, Theresa May terá que prestar contas do fracasso inesperado, pois há algumas semanas as pesquisas eram amplamente favoráveis à chefe de Governo.

Numa entrevista ao canal Sky News no domingo à noite, May negou que se encontre em “estado de choque” e desafiou os que pedem a sua renúncia.

Na sexta-feira, May confirmou que pensava em “iniciar as negociações do Brexit nas próximas duas semanas, conforme o planeado”.

Boris Johnson, que foi confirmado no ministério das Relações Exteriores, negou os boatos que apontam a sua intenção de suceder a May.

O ministro do Brexit, David Davis, que também foi confirmado no cargo, apoiou May numa entrevista à rádio BBC, mas admitiu que “alguns elementos do programa” dos Tories, conservadores, para estas eleições “serão eliminados”.
A respeito do Brexit nada mudou, de acordo com Davis, para quem uma saída do mercado único europeu é necessária “para retomar o controle” das fronteiras britânicas e que continua a existir a possibilidade de não alcançar um acordo.

Muitos analistas, no entanto, consideram que May pode ser obrigada a abandonar a ideia de um Brexit “duro” e manter o país na união alfandegária e no mercado único europeu.(AFP)

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