Pedrógão Grande: Protecção Civil confiante na extinção do fogo nas próximas 24 horas

Trovoadas secas ao final da tarde de sábado surpreenderam as autoridades (Foto: Expresso)

A Protecção Civil está confiante que no espaço de 24 horas o incêndio que assolou Pedrógão Grande, e que provocou 64 mortos e 135 feridos, estará dominado caso não haja alterações climatéricas. A manhã arranca com 11 incêndios activos e mais de dois mil operacionais espalhados pelo território nacional. Pedrógão Grande continua a ser o centro das atenções.

Os meios aéreos foram mobilizados para combater esta terça-feira de manhã o incêndio de Góis e Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, informou fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS).

Durante a madrugada, por volta das 4:00, a aldeia de Braçal, no concelho de Pampilhosa da Serra, teve de ser evacuada “por precaução”, retirando 15 pessoas daquela localidade, acrescentou fonte do CDOS de Coimbra.

De acordo com a mesma fonte, não se registam casas danificadas pelo incêndio.

De momento, o incêndio no interior do distrito de Coimbra tem três frentes activas: “uma em direcção a Roda Cimeira [concelho de Góis], com um quilómetro de extensão, outra em direcção a Braçal [Pampilhosa da Serra] com cerca de dois quilómetros e ainda outra em direcção à Ramalheira [Pampilhosa da Serra] com cerca de 1,5 quilómetros”.

Esta última frente, acrescentou, está a ser combatida “com recurso a máquinas de rastos”.

O incêndio no distrito de Coimbra mobiliza 630 operacionais e 192 veículos.
O balanço actual da tragédia do passado sábado é de 64 mortos, 157 feridos – dos quais sete são feridos graves (uma criança, quatro bombeiros e dois civis) -, 38 evacuados/transferidos e 403 assistidos.

Carlos Ramos, tenente coronel da GNR, afirmou que “enquanto houver terreno por bater, o número de vítimas pode vir a subir” e admitiu a possibilidade de decorrer um procedimento interno devido às alegações de que a GNR desviou vários condutores para a estrada nacional 236, conhecida agora como “estrada da morte”. (Jornal de Negócios)

por Lusa

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