Moçambique quer aumentar exportações para EUA

(Arquivo) Presidente de Moçambique Filipe Nyusi (DPA)

O Presidente da República, Filipe Nyusi, está desde ontem a visitar os Estados Unidos da América, onde deverá participar, hoje, na 11.ª Cimeira Bienal EUA-África. Nyusi chegou a Washington às primeiras horas de ontem e, imediatamente, dirigiu uma reunião com a delegação que o acompanha e, a seguir, com os empresários.

Ontem, em Washington, reuniu-se com o secretário de Estado, Rex Tillerson, e com a direcção da USAID. Refira-se que, com apoio daquele organismo do governo norte-americano, Moçambique está a desenhar um plano de acção para capacitar empresários moçambicanos com vista a conseguirem exportar os seus produtos para o mercado norte-americano ao abrigo da Lei de Crescimento e Oportunidades para África, denominada AGOA (sigla em inglês), sem pagamento de tarifas e/ou quotas.

Esta iniciativa, criada no ano 2000 e renovada ano passado, com término previsto para 2025, permitiu elevar o comércio entre EUA e os países africanos, de 30 mil milhões de dólares para mais de 150 mil milhões, nos últimos 16 anos.

Moçambique, segundo o ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela, apesar dessa facilidade, exporta em média 90 milhões de dólares por ano, tendo como principais produtos a castanha de caju, o açúcar e o tabaco, mas há potencial para mais outros. Por essa razão, nesta deslocação, o Governo pretende atrair investidores americanos, principalmente no sector de agricultura, para aumentar a produção e aproveitar esta oportunidade para exportar para aquele mercado.

“Estamos muito aquém das oportunidades que existem e o nosso objectivo é tirar o máximo proveito. Isso requer uma massificação e incremento da produção agrícola, bem como um maior investimento nas áreas de agricultura e agro-processamento, para que possamos não só aumentar a escala, mas também diversificar a quantidade de produtos que podemos exportar para os Estados Unidos”, disse Tonela.

O Presidente da República, na reunião breve que manteve com os empresários que participam da visita, reconheceu que há necessidade de o Governo encontrar formas de os ajudar a conseguir a certificação dos seus produtos, para que possam facilmente ser comercializados no grande mercado norte-americano.

O presidente da CTA, Agostinho Vuma, por sua vez, destacou o facto de a missão empresarial aos Estados Unidos ser temática e virada para o sector agrário.

Ainda ontem, o Presidente da República participou no Fórum Parlamentar entre o Conselho Corporativo para África e os Congressistas.

Potenciar investimento no agro-processamento

O agro-processamento é um dos sectores que Moçambique leva para exposição das potencialidades nos EUA. Segundo o ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela, o foco desta visita é a atracção de investimentos, não só nos EUA, como também junto de outros horizontes, para o incremento das exportações de Moçambique.

De acordo com Tonela, a agricultura e agro-processamento constam da lista dos sectores a expor durante os encontros que terão lugar, tanto ao nível governamental quanto empresarial. Por isso, “no quadro desta visita, está previsto um encontro com empresas americanas da área de agricultura e agro-processamento, com o objectivo de promover a sua atracção e, deste modo, mobilizar investimentos para Moçambique”.

O ministro da Indústria e Comércio reconheceu, entretanto, que o país está aquém em termos de aproveitamento das oportunidades que existem, sendo necessário fazer o máximo na massificação e incremento da produção agrícola.
(O País)

por Francisco Mandlate

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