Lava Jato: Cunha depõe em Curitiba e nega ‘venda de silêncio’ à JBS

Eduardo Cunha (Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)

O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) depôs por cerca de 90 minutos nesta quarta-feira, na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba. O peemedebista negou a “venda de silêncio” em troca de propina.

De acordo com o advogado de Cunha, Rodrigo Sanchez Rios, o ex-parlamentar – que prestou depoimento no inquérito que investiga o presidente da República, Michel Temer (PMDB) – foi alvo de 47 perguntas, e respondeu àquelas relacionadas com a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.

“O meu silêncio nunca esteve à venda”, disse Cunha, em frase reproduzida pelo seu advogado aos jornalistas após o depoimento.

Na sua delação premiada, Joesley Batista entregou a gravação de uma conversa com Temer na qual afirma que o presidente deu aval para que ele continuasse pagando Cunha, preso na Operação Lava Jato, para que o ex-deputado ficasse em silêncio e não fizesse um acordo de delação.

“Ele negou categoricamente”, comentou Rios a respeito da versão do dono da JBS. O advogado de Cunha disse ainda que o peemedebista negou qualquer contato com Temer ou assessores do presidente para o pagamento de propina em troca do seu silêncio.

Já as perguntas que dizia respeito a um suposto recebimento de propina por parte de empresas interessadas em obter empréstimos do Fundo de Investimentos do FGTS não foram respondidas por Cunha. Segundo Rios, o tema não integra o inquérito que investiga Temer.

Cunha está preso em Curitiba desde outubro de 2016 e já foi condenado a 15 anos de reclusão pelo juiz federal Sérgio Moro. Ele está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. (Sputnik)

DEIXE UMA RESPOSTA