Governo de Cabinda refuta acusações da CASA-CE

Aldina da Lomba Catembo, Governadora de Cabinda (Foto: Francisco Miudo/Arquivo)

A coligação acusa a governadora de ter ordenado a apreensão de material de propaganda da CASA-CE na RDC
O governo da províncial de Cabinda reagiu neste domingo, 11, às acusações da CASA-CE, que responsabiliza a governadora Aldina da Lomba Katembo, de ter dado a ordem para a detenção, no território da República Democrática do Congo (RDC), de material de propaganda de militantes afecto à coligação que viajava via terrestre de Luanda para a província de Cabinda.

A acusação, segundo uma nota de imprensa do Governo provincial, não corresponde à verdade.

A RDC, prossegue a nota a que a VOA teve acesso, “é um pais livre, independente, soberano e com normal funcionamento das suas instituições”.

A nota do gabinete de Katembo indica que “a região fronteiriça do Congo Central tem o seu Governo, orientado por um governador coadjuvado pelo colégio ministerial do qual a governadora de Cabinda não faz parte”.

Por essa razão, “ordens e cumprimentos das normas pelas autoridades congolesas não podem e nem devem ser ditadas pela governadora de Cabinda”, diz o comunicado.

O Governo provincial de Cabinda nega, por outro lado, ter sido solicitado por CASA-CE para intervir na libertação dos militantes e do material de propaganda daquela força política e reafirma que não teve nenhum envolvimento na atitude das autoridades congolesas.

A nota concluiu pedindo aos seus mentores “a não praticarem actos desaabonatórios do processo democrático”.

Caravana detida

Na sexta-feira, 9, uma caravana da CASA-CE, que se dirigia para a província de Cabinda, no âmbito da sua agenda eleitoral, foi retida na fronteira do yema, pelas autoridades congolesas.

Américo Chivukuvuko, que chefiava a comitiva, denunciou que ele e o Secretário Nacional de Informação e Imagem,Felix Miranda foram detidos e algemados pelas autoridades congolesas durante 24 horas.

Chivukuvuko acusou a governadora de Cabinda, Aldina Matilde da Lomba Katembo, de ter instigado as autoridades congolesas a prenderem o material de campanha para sabotar a campanha eleitoral daquela formação política.

A delegação foi posta em liberdade nas primeiras horas de sábado. (Voa)

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