Pedrógão Grande: número de mortos em incêndio sobe para 62 (actualização)

Incêndios - Dezanove mortos no incêndio de Pedrógão Grande, confirma governo (Diário de Notícias)

Informação confirmada pelo secretário de Estado da Administração Interna. Incêndio continua ativo. Aviões espanhóis já estão no local e três aparelhos franceses vêm a caminho

O número de pessoas que morreram no incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, aumentou para 62, disse hoje o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, num novo balanço realizado às 13:00 deste domingo.

Temos 62 vitimas mortais”, vincou Jorge Gomes.

Há ainda mais de 50 feridos. Entre os feridos, há oito bombeiros, quatro dos quais em estado grave. Dezoito feridos foram tansportados para hospitais de Lisboa, Coimbra e Porto.

Jorge Gomes precisou, às 10:00, que 30 cadáveres foram encontrados em viaturas na Estrada Nacional 236-1, que faz a ligação ao IC8, e 17 fora das viaturas ou nas margens desta estrada. Dez vítimas mortais foram encontradas em ambiente rural.

O incêndio tinha às 12:00 quatro frentes ativas, sendo que duas frentes ainda estão muito violentas, segundo o secretário de Estado. O fogo mobilizava 692 operacionais, apoiados por 216 veículos e cinco meios aéreos.

O comissário europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianides, anunciou que a União Europeia está pronta ajudar Portugal, tendo já sido enviados aviões de combate a incêndios pelo Mecanismo de Proteção Civil europeu.

Esta manhã, a Polícia Judiciária afastou a hipótese de origem criminosa. O diretor nacional da PJ afirmou que o incêndio teve origem numa trovoada seca. Ideia que já tinha sido avançaa pelo primeiro-ministro, António Costa, nesta madrugada.

O Governo declarou na madrugada deste domingo o estado de contingência.

“O estado de contingência ativa determinados meios e permite também outras possibilidades para tudo o que se vier a desenrolar a partir daqui e também para o que já aconteceu”, disse o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

O IC8, que liga Pombal a Vila Velha do Ródão, está cortado desde sábado, e já esta manhã a Autoestrada n.º 13, que liga Tomar a Coimbra, foi também fechada ao trânsito no nó do Avelar (Ansião).

O presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes (PS), um dos concelhos do distrito de Leiria afetados pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, descreveu a situação que se vive como “caótica” e “catastrófica”.

“Isto está uma situação catastrófica. Está caótica”, disse, por telefone, à agência Lusa.

Afirmando ter “infelizmente” registo de vítimas mortais e de feridos no seu concelho, Fernando Lopes não soube, contudo, precisar as vítimas ou as casas ardidas.

“Não tem havido comunicações e isso dificultou muito. Temos muitas casas ardidas em várias localidades, mas não sei quantas ao certo”, disse. O autarca frisou ainda que o fogo “não dá sinais de querer abrandar” e que têm “poucos meios” a combatê-lo. “Todos temos ajudado e todos somos poucos”, lamentou o presidente da câmara.

Ajuda também chega de fora

Dois aviões Canadair espanhóis já estão empenhados no combate ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e durante a tarde deste domingo deverão chegar três meios aéreos franceses.

De acordo com a Proteção Civil, é também possível que Espanha envie “mais um ou dois” destes meios aéreos para ajudar no combate ao fogo.

Durante a tarde, deverão chegar ao teatro de operações mais dois ‘Canadair’ e um meio aéreo, estes três vindos de França.

De acordo com a informação divulgada na página na Internet da Proteção Civil, as chamas que deflagraram às 14:43 de sábado, em Pedrógão Grande, mobilizavam às 13:50 deste domingo quase 773 operacionais, 226 veículos e seis meios aéreos.

O fogo, que causou pelo menos 62 mortos e mais de 50 feridos, deflagrou numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, e alastrou aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, obrigando a evacuar zonas povoadas.

(Tvi24)

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