Costa afirma que decisão para a administração da TAP “está tomada”

(DR)

O primeiro-ministro tenta pôr fim às críticas em torno das nomeações para a TAP, em especial à de Lacerda Machado. “Não há polémica nenhuma, a decisão está tomada”, foi assim que António Costa quis dar por encerrada esta questão.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou na segunda-feira que “está tomada” a decisão do Governo para a nomeação dos representantes do Estado no Conselho de Administração da TAP e que, pela sua parte, “não há polémica nenhuma”.

Palavras breves de António Costa após ter participado numa conferência da Universidade Argentina da Empresa (UADE), em Buenos Aires, durante o primeiro de dois dias de visita oficial à Argentina.

No final da conferência, os jornalistas questionaram o primeiro-ministro sobre o facto de não apenas o PSD e o CDS-PP, mas também agora o PCP e o Bloco de Esquerda, contestarem os nomes indicados pelo Governo para a administração da TAP, sobretudo a escolha do antigo secretário de Estado socialista e advogado Diogo Lacerda Machado.

“Já disse no domingo que as polémicas de Lisboa são em Lisboa. Cá por mim não há polémica nenhuma, a decisão está tomada”, declarou António Costa, sem fazer mais comentários sobre esse tema.

No fim-de-semana, foi confirmada a composição final do conselho de administração da TAP, com Miguel Frasquilho como presidente. Do lado dos privados, entra um representante dos chineses da HNA, que participa no consórcio Atlantic Gateway através da brasileira Azul e objectiva uma posição de 20% na TAP, segundo o jornal Expresso, que citava o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. O semanário referia também que o governante avançou os nomes do advogado Diogo Lacerda Machado e Ana Pinho, presidente do Conselho de Administração da Fundação Serralves e administradora da Oporto British School, para assumirem os cargos de vogais no conselho de administração da TAP.

Esta nomeações geraram uma onde de críticas da esquerda à direita.

António Costa recusou-se também a fazer comentários sobre a primeira volta das eleições legislativas francesas, em que os socialistas baixaram substancialmente.

“Não vou comentar eleições que estão a meio. Não vou estar aqui na Argentina a comentar eleições em França”, justificou. (Jornal de Negócios)

por Lusa

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