Cidadãos com albinismo pedem fim à estigmatização

Cidadãos com albinismo (DW)

Os integrantes da Associação de Apoio aos Albinos em Angola (4As) pediram hoje (terça-feira) a desmistificação da cor da pele, resultante da má formação no acto da concepção uterina.

Em nome dos seus associados, o presidente da “4As”, Manuel Vapor, insurgiu-se contra as pessoas que estigmatizam e discriminam os indivíduos que sofrem de albinismo.

“O albinismo não atinge só aos negros, mas à raça branca, aos animais e até plantas”, esclareceu Manuel Vapor, que minimizou o tabu segundo o qual “o albino desaparece, não morre”.

Para Kelson da Conceição, que interveio sobre os cuidados às crianças albinas, “a pessoa é vítima de racismo quando ela própria é racista”. “Devemos aceitar a sociedade para que ela nos aceite”, referiu.

“Os albinos ignorantes ficam nervosos quando são maltratados”, frisou, acrescentando que na infância todos foram vítimas de nomes insultuosos devido a diferenciação da sua melanina corporal.

Charlene Dozediana, psicóloga clínica, mostrou-se feliz pelo facto de acabarem aos maus olhares nos táxis pelos companheiros de bordo durante as viagens.

A palestra, realizada em alusão ao 13 de Junho, dia consagrado ao albinismo, terminou com as palavras de ordem discriminação e desmistificação “zero”. (Angop)

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