Abertura dos mercados: Bolsas europeias regressam aos ganhos

(Reuters)

As bolsas europeias voltaram ao verde, num dia em que o euro sobe, os juros portugueses avançam e o petróleo aprecia.

As bolsas europeias seguem em alta, num dia em que as perdas no sector tecnológico pararam e em que Theresa May parece estar a conseguir chegar a bom porto nas negociações que lhe permitirão governar com maioria parlamentar através de uma coligação com o DUP.

O dia será marcado também pelo início da reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA, onde se prevê que seja anunciado um aumento de juros. Algo que só será confirmado esta quarta-feira, 14 de Junho, após o fim do encontro de governadores da Fed.

O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, sobe 0,54% para 388,72 pontos. Já o índice português, o PSI-20, avança 0,42% para 5.280,05 pontos, numa altura em que a maioria das cotadas segue com ganhos ligeiros.

E, numa semana que deverá ser marcada por uma nota da Fitch para Portugal e por um leilão do IGCP, os juros portugueses mantêm-se acima dos 3%. Depois de na segunda-feira, 12 de Junho, a taxa de juro implícita na dívida a 10 anos ter voltado a recuar para mínimos de nove meses (abaixo dos 3%) esta sessão volta a ser de subidas, com a “yield” a avançar 2,5 pontos base para 3,009%, elevando o prémio de risco, face à dívida alemã, para 273,8 pontos base.

Esta quarta-feira, o IGCP volta ao mercado para tentar captar 1.250 milhões de euros, através de um duplo leilão, a cinco e a dez anos.
Esta ida ao mercado surge antes de a Fitch se pronunciar sobre o “rating” de Portugal. A agência de notação financeira poderá emitir uma nota de análise esta sexta-feira, 16 de Junho.

No mercado cambial, o euro sobe 0,16% para 1,1220 euros, numa altura em que se espera pelo anúncio de subida de juros nos EUA. A perspectiva é que a taxa de referência aumente em 25 pontos base, para entre 1% e 1,25%.

Já a libra voltou aos ganhos, apreciando 0,2% para 1,2680 dólares, numa altura em que os investidores estão expectantes de que as negociações em Inglaterra terminem com um acordo que dê a Theresa May condições para governar com maioria parlamentar.

O petróleo está a subir, com ganhos inferiores a 0,5%, com os investidores a acreditarem que os EUA vão anunciar uma quebra nas reservas do país. Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vai hoje publicar o relatório de produção dos seus membros em Maio. Este é o primeiro relatório depois de ter sido acordada uma extensão dos cortes de produção até ao final do primeiro trimestre do próximo ano. (Jornal de Negócios)

por Sara Antunes

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