Presidente mexicano promete protecção a jornalistas e a acabar com impunidade

(O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, na Cidade do México, em 17 de maio de 2017 (afp_tickers))

Pressionado pela indignação provocada pelo assassinato nesta semana de Javier Valdez, famoso repórter no México, o presidente Enrique Peña Nieto abordou nesta quarta-feira, pela primeira vez, a violência contra os jornalistas, comprometendo-se a garantir sua segurança e a combater a impunidade.

O presidente convocou uma reunião extraordinária com todos os governadores do país e membros de organizações de direitos humanos para estabelecer uma agenda de acção que tranquilize a sociedade, ainda comovida pela morte em menos de doze semanas de outros quatro comunicadores e de um escritor que tinha um programa de rádio sobre poesia.

“É obrigação do Estado mexicano em seu conjunto outorgar garantias aos jornalistas para o desempenho de sua profissão, especialmente diante da ameaça representada pelo crime organizado”, reconheceu.

“A protecção de jornalistas e defensores dos direitos humanos hoje requer medidas extraordinárias. Cada crime contra um jornalista é um atentado contra a liberdade de expressão e de imprensa e contra a cidadania”.

A prioridade será destinar mais dinheiro ao Mecanismo de Protecção para Pessoas Defensoras de Direitos Humanos e Jornalistas, criado em 2012, e que oferece escoltas, coletes à prova de balas, patrulhas, manuais de protecção pessoal e um botão de pânico para alertar as autoridades em caso de perigo.

Também reforçarão a Procuradoria especial que atende os crimes contra a liberdade de expressão (FEADLE), contratando uma equipe maior e melhorando a capacitação dos funcionários do Ministério Público.
Peña Nieto também anunciou que irão revisar e impulsionar as investigações em curso e elaborarão um esquema nacional de coordenação com todos os estados, assim como um protocolo para atender estes crimes.

“O que as pessoas esperam são resultados, o combate à impunidade”, afirmou. “A impunidade e o atraso na resolução dos crimes são, precisamente, o que mais indigna a sociedade”. (AFP)

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