Paris é palco de “lusoscopia” de artistas portugueses

"Murmúrio XII" (2015). Escultura de Rui Chafes na Galeria Mendes em Paris. (Galeria Mendes)

As exposições de Rui Chafes, Manuel Cargaleiro e Maria Helena Vieira da Silva, na Galeria Mendes e na Hélène Bailly Gallery, dão hoje o pontapé de saída para a “Lusoscopia – Artistas Portugueses em Paris”. O evento vai contar com nove exposições simultâneas de artistas lusos na capital francesa até Junho.

Chama-se “Lusoscopia” e pretende mostrar “a importância da criação portuguesa no mercado da arte e na paisagem cultural francesa” nas palavras de João Pinharanda, diretor do Centro Cultural Camões em Paris.

O evento começa hoje em duas galerias de Paris e vai alargar-se a mais sete galerias a partir de 20 de Maio e até meados de Junho. Em destaque vão estar obras de vai Adriana Molder, Ana Léon, Arpad Szenes, Bela Silva, Jorge Martins, Jorge Molder, Manuel Cargaleiro, Maria Beatriz, Maria Helena Vieira da Silva, Maria Loura Estêvão, Michael Biberstein, Miguel Branco, Rodolphe Bouquillard, Rui Chafes e Rui Moreira.

Ausências” de Rui Chafes esvaziam galeria de mestres clássicos em Paris

A exposição “Ausências”, de Rui Chafes, abre hoje ao público, na Galerie Mendes, com esculturas contemporâneas expostas ao lado de quadros clássicos numa galeria inteiramente transformada e com “uma redução total” do número de pinturas expostas.

O escultor português teve “carta branca” para “dar uma volta no espaço” da galeria e escolheu oito obras que realizou entre 2013 e 2016 e que “dialogam” com cinco quadros dos séculos XVI e XVII.

O galerista Philippe Mendes escolheu o título “Ausências” por causa da “ideia de esvaziar a galeria e ter poucas obras, poucas presenças”, com uma seleção de quadros que têm “presenças que estão a fugir ou a desaparecer”.

Obras de Manuel Cargaleiro em destaque na Hélène Bailly Gallery

Manuel Cargaleiro, pintor e ceramista português, de 90 anos, vai ter quadros em exposição, a partir desta quarta-feira, até ao final do mês, na Hélène Bailly Gallery, ao lado de obras de Maria Helena Vieira da Silva.

Manuel Cargaleiro, que vive em Paris desde 1957, sempre considerou a cidade como “uma aldeia de artistas”, tendo conhecido precursores da arte do século XX, ainda que nunca tenha ousado falar com o vizinho Pablo Picasso.

Em França, Manuel Cargaleiro executou vários trabalhos de arte pública, nomeadamente a estação de metro de Champs-Elysées Clémenceau (1995), assim como os painéis cerâmicos para o Liceu de Sauges (1971), o Centre Scolaire d’Antibes (1972), o Centre Scolaire em Limoges (1973), a companhia de Seguros Império em Paris (1996) e a Caixa Geral de Depósitos, também em Paris (1997).

Outras exposições em destaque na Lusoscopia

Entre 19 de maio e 10 de junho, a Kogan Gallery vai apresentar a exposição de desenhos “La Peau des Nuages”, de Jorge Martins, e a Galerie du Passage vai expor peças de cerâmica da artista Bela Silva.

A partir de 19 de maio até 23 de setembro, a Galerie Thorigny vai apresentar a exposição de pintura “Variations Africaines”, do lusodescendente Rodolphe Bouquillard.

Jorge Molder está integrado numa mostra coletiva de artistas da Galeria Bernard Bouche, de 20 de maio a 08 de julho.

De 18 de maio a 18 de junho, a Galeria AR/PAB vai expor “Figuras de Convite: quatro artistas portugueses”, nomeadamente Ana Molder, Ana Léon, Maria Beatriz e Maria Loura Estêvão.

De 20 de maio até julho, a galeria Jeanne Bucher Jaeger vai apresentar “Corps et âmes – Un regard retrospectif”, com obras de Arpad Szenes, Maria Helena Vieira da Silva, Michael Biberstein, Miguel Branco e Rui Moreira. (Rfi)

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