Huambo: Pinda Simão realça valências do PNDE

MINISTRO DA EDUCAÇÃO, MPINDA SIMÃO (ANGOP)

O ministro da Educação, Pinda Simão, considerou nesta sexta-feira, na província do Huambo, o Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNDE), denominado “Educar Angola”, um importante instrumento de planificação focalizado na consolidação dos feitos alcançados do sistema educativo no país.

Ao discursar no encerramento do Conselho Consultivo do Ministério da Educação, realizado, no Huambo de 18 a 19 do mês em curso, realçou que as acções do PNDE, a ser implementadas no período de 2017/2030, serão concentradas no ingente desafio do alcance da qualidade no sector.

O governante explicou que o documento está alinhado ao quarto objectivo da agenda 2030 das Nações Unidas, no âmbito dos desafios da promoção do desenvolvimento sustentável, bem como a consolidação dos feitos conquistados até ao momento a nível do sector, que se traduzem, entre outros aspectos, num crescimento exponencial de alunos e professores em todos os níveis e subsistemas de ensino.

“Apesar desta evolução do sistema de educação de Angola, com a implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013/2017, o nosso desafio é o alcance da qualidade de ensino, comprometido por ainda persistirem os indícios de fraqueza na aprendizagem de muitos alunos, sobretudo, nos primeiros anos de escolarização, reflectindo-se no nível de assimilação nas classes subsequentes” aludiu.

Adiantou que a avaliação da intervenção do sector ao longo dos anos indicou vários factores que têm estado na base desta situação, onde as competências técnicas, científicas e comportamentais dos professores têm sido uma referência significativa.

Diante deste paradigma, prosseguiu, compreendeu-se que a qualidade de ensino depende em grande parte da mudança de atitude e de comportamento de todos os intervenientes nesta tarefa, mediante a tomada de decisões que permitam o alcance dos resultados pretendidos.

Este cenário, segundo o ministro, exige uma qualificação profissional dos professores, que realmente os habilite para o exercício da docência.

Sublinhou que em resposta a muitas das questões e preocupações referentes a este desafio, se torna pertinente a elaboração de instrumentos que possibilitam alicerçar e reorientar a formação de professores.

“A nossa pretensão neste domínio é de assegurar a capacitação constante dos professores para que actuem como principais agentes de mudança na escola e na comunidade”, sustentou.

Contudo, salientou que a gestão de formação de professores representa ainda um processo complexo e dinâmico que exige, para além de uma rede padronizada de instituições para o efeito, uma equipa de formadores e uma política de formação que permita a implementação de um modelo adequado para a qualificação de quadros para a educação pré-escolar, ensino primário e I ciclo do ensino secundário. (ANGOP)

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