Vendas da Nestlé crescem 0,4% para mais de 19,5 mil milhões euros

(Bloomberg)

As vendas totais do grupo de produtos alimentares cresceram 0,4% no primeiro trimestre para mais de 19,5 mil milhões. Na região Europa, Médio Oriente e Norte de África as vendas sofreram uma queda ligeira e ficaram acima dos 3,7 mil milhões de euros.

As vendas do grupo Nestlé ascenderam a 21 mil milhões de francos suíços (mais de 19,5 mil milhões de euros no câmbio actual) nos primeiros três meses deste ano. Este valor representa um crescimento de 0,4% face ao primeiro trimestre do ano passado, época em que o grupo de produtos alimentares registou vendas de 20,9 mil milhões de francos suíços, de acordo com o comunicado publicado esta quinta-feira, 20 de Abril, no site do grupo.

As vendas foram afectadas pelo factor cambial (-0,4%) e pelos desinvestimentos líquidos (-1,5%).

O crescimento orgânico do grupo foi de 2,3%.

Mark Schneider, CEO da Nestlé, em comunicado, refere que um crescimento orgânico de 2,3% “está dentro do nosso intervalo” previsto. O responsável assinala ainda que os resultados deste primeiro trimestre “foram incentivados pelo crescimento na Ásia e pela resiliência dos gastos dos consumidores na Europa”.

Na zona que agrega a Europa, Médio Oriente e Norte de África (EMENA) as vendas foram de 4 mil milhões de francos suíços (3,7 mil milhões de euros no câmbio actual), o que representa uma queda de 6,9% face ao primeiro trimestre do ano passado, período em que as vendas tinham sido de 4,3 mil milhões de francos suíços, segundo a mesma fonte.

Nesta região, o crescimento orgânico ficou nos 1,7%. Os desinvestimentos levaram a uma redução das vendas em 5,9%, algo que deveu-se sobretudo à transferência dos gelados para a Froneri, uma joint-venture, esclarece a companhia. Além disso, o efeito cambial levou a uma redução das vendas em 2,7%.

O comunicado da Nestlé tem ainda uma referência quanto às perspectivas para o ano. A companhia suíça confirma a orientação já traçada para 2017 e espera que o crescimento orgânico se situe entre 2% e 4%. “Para aumentar os lucros futuros, planeamos aumentar os custos de reestruturação de forma considerável em 2017”, assinala. (Negocios)

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