Unita reitera pedido de auditoria ao recenseamento eleitoral

Alcides Sakala, porta-voz da Unita (DR)

Na sequência da reunião na terça-feira do comité permanente da sua Comissão Política, UNITA divulgou ontem uma comunicação em que reitera desejar que seja efectuada uma auditoria aos dados dos eleitores. Este pedido surge pouco depois do Ministério da Administração do Território ter entregado esses dados na Terça-feira à Comissão Nacional de Eleições que fica agora encarregue de fechar os cadernos eleitorais.

De acordo com as entidades governamentais, entre Agosto de 2016 e o passado 31 de Março, foram registados 9.459.122 eleitores, este recenseamento tendo sido vigiado por de 6.434 fiscais dos partidos políticos. Ontem, durante uma reunião em que o Ministério da Administração do Território apresentou aos representantes dos partidos políticos um relatório provisório sobre este processo, o governo considerou que foi “aberto, participativo, abrangente e transparente”.

Durante essa reunião, o Secretário de Estado para os Assuntos Institucionais, Adão de Almeida, recordou que o duplo registo é considerado crime em Angola e referiu ter em mãos dados indicando que um cidadão angolano, Ernesto João Manuel, registou-se no município de Icolo e Bengo e em seguida, no município de Belas e que este cidadão é membro da UNITA, partido que juntamente com outros movimentos políticos assim como organizações de defesa dos Direitos Humanos, tem denunciado várias irregularidades, tais como o duplo registo ou o recenseamento de cidadãos estrangeiros como sendo angolanos.

Ao confirmar que efectivamente que o referido cidadão é membro da UNITA, o porta-voz desse partido Alcides Sakala também desmente que tenha ocorrido um duplo registo e explica porquê. Alcides Sakala reitera ainda as críticas enunciadas pelo seu partido relativamente ao recenseamento eleitoral e diz desejar que “não se repitam os erros do passado”. (Rfi)

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