Medidas que a esquerda pede avançam mas só de forma faseada

(HUGO AMARAL/OBSERVADOR)

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares diz ter uma convicção muito forte que os próximos dois orçamentos vão ser aprovados pela geringonça. Baixa de IRS sim, mas de forma faseada.

A redução do IRS, a menor penalização das reformas para as carreiras mais longas e o descongelamento das carreiras na Função Pública, medidas que a esquerda pede, estarão no próximo Orçamento do Estado, garante o secretário de Estado de Assuntos Parlamentares em entrevista à Antena 1, mas serão todas feitas de forma faseada.

Pedro Nuno Santos mostra-se confiante que os próximos dois Orçamentos do Estado desta legislatura vão ser aprovados, apesar de algumas críticas dos parceiros à esquerda do caminho escolhido pelo Governo, com base no trabalho que tem tido diariamente com os partidos mais à esquerda.

O governante, que diz que não precisa de ser ministro porque trabalha na dependência direta do primeiro-ministro, diz ainda que Mariana Mortágua teve um “erro de perceção mútua” – expressão usada por Mário Centeno para qualificar os desentendimentos com o ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos António Domingues – sobre a questão do salário mínimo, que, garante, vai aumentar até aos 600 euros. (Observador)

por Nuno André Martins

DEIXE UMA RESPOSTA