Japão divulga recomendações à população em caso de ataque da Coreia do Norte

© AP Photo/ Shizuo Kambayashi

O governo do Japão divulgou na sexta-feira recomendações para os habitantes no caso de um ataque de míssil por parte da Coreia do Norte, informa a agência Kyodo.

De acordo com os dados, as autoridades do Japão recomendam a quem estiver na rua na hora de ataque esconder-se em edifícios estáveis ou em pisos subterrâneos. Se não tiver por perto qualquer abrigo – tem que deitar na terra e baixar a cabeça. Nos edifícios foi recomendado manter-se nos quartos sem janelas, informa a agência.

As medidas de autodefesa em caso do ataque de míssil por parte da Coreia do Norte foram comunicadas pelo secretariado do gabinete de ministros do Japão e pelo departamento de segurança anti-incêndio, e situações de emergência aos representantes de uma série de prefeituras e à administração de Tóquio. O sinal de alarme de ameaça deverá ser transmitido através de altifalantes do sistema de alarme J alert, pelo canal de rádio especial, sites dos municípios e e-mail.

O governo do Japão também recomendou às autoridades locais realizar exercícios entre a população, incluindo motoristas nas estradas, a respeito da evacuação em caso da ameaça de míssil.

Ameaça de míssil é encarada no Japão com toda a gravidade, visto que já caíram vários mísseis balísticos da Coreia do Norte perto das costas deste país algumas vezes.

Antes os militares do Japão receberam ordem de destruir os mísseis em caso da ameaça, mas desde os mísseis começaram a cair próximo do mar do Japão, estas ordens foram revogadas. Os sistemas de alarme precoce que os EUA montaram no Japão não conseguiram detectar a tempo os lançamentos de mísseis de Pyongyang, que foram efectuados de plataformas móveis.

Em Março, na prefeitura de Akita, foram realizados pela primeira vez no Japão exercícios de evacuação da população no caso da ameaça de ataque de míssil norte-coreano. Perto das costas desta prefeitura caíram três mísseis de uma só vez, a 300-350 quilómetros a oeste da península de Oga. Nestes exercícios participaram a cerca de 120 pessoas, que procuraram refúgio no clube público da prefeitura e na escola local. (Sputnik)

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