Desporto adaptado: África organiza “Para-jogos Africanos2019”

Atleta Esperança Gicasso (À direita) e seu Guia Alaine Baptista (Foto: Cortesia de Marcelino Camões)

África organiza em 2019 os primeiros Jogos Africanos para atletas deficientes, sob a designação “Para-jogos Africanos2019”, qualificativos aos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2020.

A deliberação é da Assembleia Geral do Comité Paralímpico Africano (APC- sigla em inglês) terminada sexta-feira, em Luanda, sendo que o evento inédito deve disputar-se na África do Sul, Congo Brazzaville, Marrocos ou Egipto, pelas condições de infra-estruturas que possuem.

Os delegados ao fórum, marcado pela recondução do angolano Leonel da Rocha Pinto ao cargo de presidente do organismo, para o quadriénio 2016/2020, votaram sim pela demarcação dos atletas adaptados dos Jogos Pan-Africanos, onde a participação tem sido na condição de convidados.

Argumentam que, não fazendo parte da organização daquele evento, os atletas deficientes são seleccionados segundo vontade ou estratégias longe dos objectivos do APC e associados no que tange as modalidades, tipos de deficiências (classes) disciplinas e número de participantes.

Os Jogos Pan-Africanos são realizados a cada quatro anos pelos Governos e país anfitrião, sob égide da União Africana, pretendendo-se o mesmo em relação aos Para Jogos Africanos, ou seja, que tenham organização dos Governos, União Africana e o anfitrião filiado ao APC.

A decisão em organizar seus próprios jogos fundamenta-se ainda no facto de ser assim em outros continentes, nomeadamente, no europeu, no americano e no asiático.

Quanto aos pressupostos para a efectivação da primeira competição continental do género, os membros do Comité Para-olímpico Africano traçaram estratégias tendo como ponto de partida uma reunião com a União Africana em curto prazo. A tarefa para o efeito foi atribuída ao sul-africano Leon Fleiser, segundo vice-presidente.

O estabelecimento de parcerias com empresas que normalmente apoiam o desporto no continente como, por exemplo, a Toyota, figura igualmente entre os planos para a efectivação dos primeiros Para Jogos Africanos.

Em Angola o desporto adaptado teve a primeira participação nos Jogos Pan-africanos em 1999, na cidade sul-africana de Joanesburgo. Até então a participação dos para-olímpicos era feita a título de recreação, realidade alterada na altura por intervenção do angolano Leonel da Rocha pinto, na ocasião vice-presidente para o marketing e Comunicação da Confederação Africana de Desportos para Deficientes (ASCOD – actual APC) para a área de Comunicação e Marketing.

Hoje os resultados já contam para a tabela classificativa, mas ainda assim mantém-se a restrição quanto ao número de participantes, número de modalidades e tipos de deficiências, além do facto de apenas o atletismo e halterofilismo ser qualificativo aos Jogos Paralímpicos desde a edição de 2015, no Congo Brazzaville. (Angop)

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