CPJ exige libertação de jornalista camaronês Ahmed Abba

Vista parcial da cidade de Abidjan (DR)

O Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) reclama às autoridades camaronesas pela “libertação sem delongas” do jornalista Ahmed Abba, culpado por um tribunal militar de não ter denunciado o terrorismo e o branqueamento de produtos provenientes de actos terroristas.

Citando a sua entidade patronal, Radio France International (RFI), onde Abba colabora no serviço noticioso em Haoussa (língua materna camaronesa), e o seu defensor, Clément Nakong, que denunciara quinta-feira esta acusação, apelou às autoridades camaronesas para não entravarem o recurso e a libertação do jornalista.

Encarcerado desde Julho de 2015 por divulgação de uma reportagem sobre o grupo extremista de Boko Haram, Abba incorre na pena de morte para a primeira acusação e numa pena máxima de cinco anos de prisão para a segunda quando a sentença for pronunciada segunda-feira próxima.

Nakong afirmou que o seu cliente interporá recurso se for condenado em tribunal, de acordo com a RFI que acrescentou que, no entanto, o réu foi absolvido da acusação de “apologia do terrorismo”.

O director adjunto do TPI, Robert Mahoney, considerou “escandalosa” a acusação ao jornalista Ahmed Abba por ligação ao terrorismo para a qual ele está sujeito à pena de morte.

A seu ver, cobrir o terrorismo enquanto repórter, não deve ser considerado com o cometimento de actos terroristas. (PANA)

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