Mercado chinês atrai exportadores

(China Link Trading)

Angola vai aumentar o volume das suas exportações para o mercado chinês, que tem disponíveis oito triliões de dólares no seu Orçamento Geral para importar produtos e bens de outros países, nos próximos cinco anos, informou ontem, em Luanda, o presidente da Mesa da Assembleia da Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA).

Luís Cupenãla, que falava ontem na IV assembleia geral da CEEIA que decorreu na sede da APIEX (Agência de Promoção de Importações e Exportações), disse que, se Angola aproveitar a disponibilidade financeira da China, pode aumentar a robustez da sua economia através da captação de divisas, aumentar a capacidade e o desenvolvimento empresarial, reduzir o desemprego e melhorar o nível de renda dos cidadãos.
Para o segundo ciclo de mandatos, que começou ontem, Luís Cupenãla disse que a comunidade vai trabalhar para se tornar numa grande instituição e contribuir para o processo de diversificação com as exportações de mais produtos, permitindo a entrada de divisas que tanta falta a economia angolana.
O presidente da direcção da CEEIA, Agostinho Kapaia, disse que, para os próximos anos, a comunidade vai aumentar e melhorar a qualidade da produção e competir com produtos internacionais, além de eliminar os constrangimentos que se assistem sobretudo no processo de exportação.
Agostinho Kapaia, sem mencionar o volume de negócios realizados durante o período, referiu que a CEEIA contribui significativamente para o Orçamento Geral do Estado com as divisas provenientes das exportações de produtos.
Desde a criação da comunidade, o país exportou produtos, como madeira, alimentos, bebidas e frutas, para os países da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), para os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), Europa e China.
A CEEIA foi criada em 2013, com o objectivo de apoiar as empresas nacionais exportadoras e internacionalizadas, fomentar um maior nível de negócio para a economia nacional, alavancar um maior nível internacional, bem como auxiliar as melhores práticas, melhores políticas e troca de conhecimento e cooperação com congéneres internacionais.
Com 18 membros no início da sua criação, hoje conta com 30 e está vocacionada para os mercados internacionais e apoia directamente os seus associados.
Organiza-se para partilhar conhecimentos, identificar oportunidades e realizar parcerias, no sentido de aumentar a escala e volumes de exportação de produtos e serviços angolanos, bem como o investimento angolano no exterior. No encontro de ontem, os participantes discutiram sobre o relatório das contas de 2013 a 2016 e apresentaram candidaturas para o segundo mandato que vai de 2016 a 2019. (Jornal de Angola)

por Madalena José

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