Lula prepara candidatura para 2018

Lula da Silva (AP)

O antigo Presidente brasileiro Lula da Silva voltou a discursar como pré-candidato à Presidência da República em 2018.

Em visita ao município de Monteiro (PB), no domingo, 19, o petista disse que os seus opositores devem rezar para que ele não seja candidato novamente.

E ressaltou que querem evitar sua volta ao poder.

“Nem sei se estarei vivo para ser candidato em 2018, mas sei que o que eles querem é tentar evitar que eu seja candidato. E está longe para decidir candidatura. Só quando tiver convenção do partido”, disse Lula.

Ao lado da também ex-Presidente Dilma Rousseff, governadores, senadores e deputados que o apoiam, Lula voltou a dizer que é vítima de perseguição política e judicial.

“Vocês estão vendo o que querem fazer com a esquerda, o que fizeram com a Dilma Rousseff e o que estão tentado fazer comigo também. Só queria avisar, dar o recado para eles. De que, se eles quiserem brigar, vão brigar na rua para que o povo possa na verdade ser o senhor da razão nessa disputa”, afirmou.

O ex-presidente brasileiro é réu em cinco processos e corre o risco de ficar inelegível em 2018 caso seja condenado em segunda instância pela justiça.

“Digo todo santo dia: eu estou à espera de um empresário me denunciar. Que eles digam se tem um real na minha conta. Eu duvido que algum deles seja melhor ou igual a mim. Duvido! Aprendi a andar de cabeça erguida, de pescoço esticado, não por arrogância. Quero dizer para eles se querem me prejudicar criem vergonha”, reforçou o antigo Presidente.

Dilma Roussef também ressaltou que um “segundo golpe” está a ser articulado para impedir a candidatura de Lula.

“Estou aqui para dizer, assim como vieram aqui e contaram mentiras da transposição, eles contarão mentiras para que não tenhamos eleições livres, abertas, amplas. Impedirão? Não! O povo desse país não suporta um segundo golpe. Esse segundo golpe é impedir que os candidatos populares sejam colocados à disposição do povo. O Lula é um desses. Vamos nos encontrar com a democracia. É o único jeito da gente lavar a alma do povo”, concluiu Dilma. (Voa)

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