Governo exorta jovens a aproveitar oportunidades

Rui Falcao - Governador provincial do Namibe (Foto: Frederico Herculano)

O governador provincial do Namibe instou sexta-feira os jovens da região a aproveitarem melhor as oportunidades proporcionadas pelas autoridades, para garantirem um futuro mais tranquilo.

Ao falar numa palestra sob o tema “Contributo dos estudantes universitários no desenvolvimento do país, em particular da província do Namibe”, Rui Falcão avançou que o Governo tem estado a criar condições indispensáveis para a inserção dos jovens nos mais variados domínios, restando agora a estes saber aproveitá-las.
O governador Rui Falcão disse que “devemos apostar em nós mesmos e depois avançar para a sociedade”, referindo que as instituições dão a ferramenta e que ninguém sai da universidade como quadro, mas apenas com os instrumentos para se ser um bom profissional na sociedade onde vai aplicar os conhecimentos.
Rui Falcão, que começou por explicar aos estudantes sobre o que foi feito na sua governação, sustentou que uma sociedade informada é sempre a mais participativa e essa participação deve ser cada vez qualitativa.
O governador lamentou a atitude de certos indivíduos que afirmam que o Governo não tem feito nada pelos jovens. “Temos que começar a perguntar aos jovens o que é que eles estão a fazer para eles próprios melhorarem”, disse. O responsável provincial salientou que o primeiro passo deve começar pelos jovens, com iniciativas próprias, para depois aproveitarem as oportunidades que o Estado põe ao seu dispor.
Rui Falcão fez referências do Plano Macro de Desenvolvimento de Angola, da Agenda Política 2020/2025, em que se definiram linhas orientadoras para o progresso da província, tendo enumerado a governação baseada na orientação participativa, unida e coesa e o trabalho de equipa como pilares para levar a bom porto os destinos da região.
Em função disso, o governante instou os estudantes a definirem aquilo que é fundamental e a estarem dotados de tipos de comportamento positivos e não supérfluos, de modo a valorizar aquilo que são e fazem, sob pena de serem preteridos.
Num tom muito pedagógico, o governador disse que é fundamental ser-se humilde, disponível para ouvir, saber ser e estar na sociedade e ter capacidade de interagir para o desenvolvimento.

Projectos de desenvolvimento

Rui Falcão destacou na sua dissertação alguns projectos em curso e outros em carteira, no Namibe, acções que vão alavancar o desenvolvimento da província, acredita.
Entre estes projectos, o governador provincial mencionou a conclusão da Academia de Pescas, a requalificação do Porto Comercial e do Aeroporto Welwitschia Mirabilis, que vai passar à categoria de regional, servindo as zonas da SADC, entre outras. No sector industrial, o governante disse que as pedras ornamentais são uma das apostas fortes para a diversificação da economia, daí a implantação da indústria extractiva e transformadora como garante de oportunidades de emprego para os jovens.
Referiu que a província do Namibe coordena a área de desenvolvimento da região Sul, a que correspondem também as províncias do Cunene, Cuando Cubango e Huíla, de acordo com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2020/2025.

Encontro com vendedores

Num outro encontro, o governador ouviu os problemas dos vendedores do mercado informal do bairro 5 de Abril, o mais populoso da província do Namibe.
Nessa reunião, Rui Falcão exortou os responsáveis da administração a apresentarem, no prazo de oito dias, um memorando sobre a forma de gestão do mercado, para depois definir novas metas, face às reclamações dos utentes.
Entre várias inquietações, os vendedores queixaram-se da falta de iluminação pública na zona adjacente ao mercado, fraco policiamento de proximidade para impedir a onda de assaltos e violações protagonizados por grupos de malfeitores dos bairros Boa Esperança I e II, Bela Vista e outras zonas nos arredores do espaço comercial. A concorrência desleal com os armazéns grossistas, que também fazem o papel de retalhistas, e os preços das taxas de venda dos produtos e bens diversos são outras questões que afligem os vendedores. Os vendedores reclamaram ainda da falta de salas de aula e de postos de saúde nas proximidades, ausência de água potável, inexistência de aterro sanitário, assim como apelaram para a melhoria da estrada de acesso ao mercado. (Jornal de Angola)

por João Upale

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