FBI confirma investigação a suspeitas entre campanha de Trump e Rússia

(Site do Tavinho)

Directores do FBI e da NSA respondem a perguntas da Comissão de Serviços Secretos da Câmara do Representantes. Audição também serve para discutir queixas de Trump sobre alegadas escutas.

O director do FBI, James Comey, revelou esta segunda-feira que as autoridades norte-americanas estão a investigar a possível interferência do Governo russo nas eleições presidenciais de 2016, incluindo possíveis ligações entre a campanha de Donald Trump e o Governo de Vladimir Putin.

Sem confirmar nem desmentir qualquer alegação específica feita publicamente, o director do FBI disse que o Departamento de Justiça o autorizou a revelar que a agência está a investigar as acusações de interferência do Governo russo nas presidenciais de 2016.

James Comey disse ainda que está disponível para comentar pormenores dessa investigação à porta fechada com os membros da Comissão de Serviços Secretos da Câmara dos Representantes, mas não vai adiantar detalhes na sessão pública desta segunda-feira – onde também está a ser ouvido o director da Agência de Segurança Nacional (NSA), Mike Rogers

Para além das alegações de interferência russa nas eleições de 2016, a Comissão de Serviços Secretos vai também fazer perguntas sobre a acusação do actual Presidente, Donald Trump, de que foi alvo de escutas ordenadas pelo seu antecessor, Barack Obama.

Vários responsáveis do Partido Democrata e do Partido Republicano já disseram que não há indícios de que Trump tenha sido espiado a mando da Administração Obama – o responsável do Partido Republicano na Comissão de Serviços Secretos, Devin Nunes, disse antes da audiência que não há indícios da existência de microfones e outro material de espionagem na Torre Trump, em Nova Iorque.

Na conferência de imprensa conjunta com Angela Merkel, na passada sexta-feira, Trump disse que acusou Obama de ter ordenado as escutas com base em declarações de um analista à Fox News (o juiz Andrew Napolitano disse que Trump foi escutado pelos serviços secretos britânicos a pedido de Obama). (Público)

por Alexandre Martins

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