EUA reforçam apoio militar a Arábia Saudita para intimidar Irão

(© REUTERS/ Faisal Al Nasser/Files)

General saudita afirma que a Administração Trump prometeu aumentar significativamente o apoio de inteligência e a cooperação militar com Riad contra os houthis “apoiados pelo Irão” no Iémene.

O general Ahmed al-Asiri, conselheiro do ministro da Defesa do reino saudita e porta-voz da coligação liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, disse aos jornalistas na sexta-feira (17) que funcionários da Administração Trump prometeram à delegação saudita em Washington aumentar a cooperação para combater o Irão.

Asiri ressaltou que a medida ajudará a restabelecer as relações entre os dois países, que foram afetadas durante a presidência de Barack Obama, aparentemente por causa do acordo nuclear com o Irão, o bloqueio dos acordos de fornecimentos de armas a Riad e a preocupação sobre as violações de direitos humanos.

No início de Março, o Departamento do Estado aprovou a retomada de venda de armas para Riad, indicando assim que a nova administração dos EUA está pronta para relações mais estreitas com o reino.

Os comentários de Asiri chegaram na semana em que o presidente Trump recebeu na Casa Branca o ministro da Defesa saudita, príncipe Mohammed bin Salman, terceiro na linha de sucessão ao trono.

O ministro da Energia do reino, Khalid Al-Falih, que faz parte da delegação saudita disse na quinta-feira que a visita sublinha a importância das relações entre os EUA e a Arábia Saudita e que as duas nações estão alinhadas para enfrentar a “agressão iraniana”.

O Iémene foi envolvido em um conflito violento entre o governo e o movimento houthi, apoiado por unidades do exército leais ao presidente anterior, Ali Abdullah Saleh, desde 2014.

Em Março de 2015, a coligação formada pela maioria dos países do Golfo Pérsico e liderada pela Arábia Saudita, começou a realizar ataques aéreos contra os houthis a pedido de Hadi. As negociações de paz falharam em Agosto, depois que os houthis se recusaram a apoiar um roteiro proposto pelo enviado especial da ONU para o Iêmen, Ismail Ahmed, que exige aos rebeldes abandonarem as armas e criarem um governo de unidade. (Sputnik)

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