Discoteca Luanda é palco habitual de violência

(Jornal de Notícias)

Dois incidentes mancharam de sangue a madrugada deste domingo em Lisboa. Uma troca de tiros durante uma rixa, à porta da discoteca Luanda, em Alcântara, resultou na morte de um jovem, de 25 anos, que foi baleado nas costas, acabando por morrer no Hospital de São Francisco Xavier. Os disparos fizeram ainda outros dois feridos. A outra vítima mortal, de 18 anos, foi encontrada em Apelação, onde vivia o jovem morto à porta da discoteca, com um braço decepado. O jovem ainda foi levada de urgência para o hospital mas acabou por se esvair em sangue.

A Polícia Judiciária está a investigar uma possível ligação entre os dois casos, já que as duas vítimas mortais era primos. Tudo aconteceu pelas 06h30 da manhã, quando dezenas de pessoas abandonavam o estabelecimento noturno. Os jovens ter-se-ão envolvido em acesos confrontos ainda no interior da discoteca. Já cá fora, houve a troca de tiros que matou o jovem de 25 anos. Outras duas pessoas foram atingidas mas apanharam um táxi para o Hospital de Santa Maria. Para já, não está confirmado que a segunda vítima mortal tenha estado na discoteca. Aliás, os dados recolhidos pelas autoridades policiais no local onde José Borges foi encontrado davam conta de um acidente doméstico. A PJ não descarta qualquer hipótese. A situação de violência terminou tão depressa como começou – e a multidão dispersou. Apesar de a esquadra da PSP mais próxima ficar a 50 metros, poucas ou nenhumas testemunhas havia quando os primeiros agentes chegaram ao local.

Violência marca discoteca Luanda Não é a primeira vez que o espaço Luanda vê o nome associado a violência. Em abril de 200, a discoteca foi palco de horror, com sete pessoas a morrerem no seguimento do lancamento de dois engenhos de spray com gás pimenta. Gerou-se o pânico e a multidão de clientes no interior correu para a porta principal da discoteca. As luzes estavam apagadas e os clientes não sabiam onde eram as saídas de emergência. Sete pessoas, com idadses entre os 16 e os 36 anos, morreram espezinhadas após caírem no meio da multidão que fugia.

Ainda que este seja o episódio mais grave, desde então são habituais as notícias que dão conta de rixas, trocas de tiros e violência no interior e exterior do espaço. Acontecem quase sempre nas manhãs de sábado ou domingo, após as noites em que o Luanda regista maior número de clientes. (Correio da Manhã)

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