Assegurado o retorno do investimento de Laúca

(Foto: D.R.)

Para garantir a transportação de energia eléctrica aos consumidores estão já em fase conclusiva a extensão dos 754 quilómetros de linha de transporte de energia com objectivo de garantir a conexão.

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, garantiu, recentemente, que o investimento feito na Barragem de Laúca vai ser recuperado a médio prazo. João Baptista Borges fez estas declarações no fim da cerimónia que marcou o encerramento das comportas para iniciar o enchimento de água da albufeira da Barragem de Laúca, uma cerimónia prestigiada pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.

De acordo com o ministro, depois da conclusão das obras de construção e apetrechamento da barragem, as empresas do sector vão dar início ao processo de comercialização de energia eléctrica aos consumidores de baixa, média e alta tensão, por forma a dinamizar o crescimento económico do país. Lembrou, por outro lado, que não há desenvolvimento económico sem energia eléctrica.

Para o ministro, entre os indicadores para medir os níveis de desenvolvimento de um país está o consumo de energia eléctrica.

Para garantir a transportação de energia eléctrica aos consumidores, estão em fase conclusiva a extensão dos 754 quilómetros de linha de transporte de energia, com objectivo de conectar a Hidroeléctrica de Laúca aos parques de Cambambe e Capanda. Já os trabalhos de extensão das linhas de transporte para as províncias de Luanda, Cuanza Sul, Benguela e Huambo estão na fase conclusiva.

Restrições

Enquanto durar o enchimento da albufeira de Laúca, está estabelecido, que durante o dia se vai acumular o máximo de água em Cambambe, para durante a noite, operar-se com o máximo de capacidade a hidroeléctrica, a fim de atender as necessidades dos consumidores.

Para o titular da pasta da Energia e Águas, as restrições, em termos de fornecimento de energia eléctrica, vão dar prioridade às unidades hospitalares, instituições públicas e privadas com uma forte intervenção na vida económica, política e social.

Por outro lado, o ministro anunciou que a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) vai lançar um programa especial destinado a informar aos consumidores o esquema de cortes de energia, bem como os períodos de restabelecimento.

Défice Com vista a fazer face ao défice de energia eléctrica, sobretudo na capital Luanda, o ministro explicou que, em breve, entra em funcionamento a primeira unidade da Central do Ciclo Combinado do Soyo, com a qual tem-se em vista a superação dos actuais défices que se verificam na rede de oferta energética à capital.

Com uma capacidade de 750 megawatts de energia eléctrica, o Ciclo Combinado do Soyo terá, conforme explicações avançadas, apoio das centrais térmicas do Morro Bento e do Camama, respectivamente.

O ministro lembrou, igualmente, que se o período de estiagem se prolongar, toda capacidade térmica disponível no país, será mobilizada para atenuar o défice. Enchimento da albufeira O enchimento da albufeira será executado em quatro etapas. A primeira teve lugar no último fim-de-semana, com o fechamento do túnel do desvio número dois do rio.

Já a segunda etapa, está prevista para o próximo dia 11 de Abril do corrente. Nesta etapa, a meta é encher a albufeira até a elevação de 800 metros. O objectivo é reter 227 metros cúbicos de água durante um mês, o equivalente a 553 milhões de metros cúbicos de água necessário para o teste do equipamento.

Na terceira etapa prevista para o período que vai entre 12 de Abril e 12 de Junho, espera-se atingir o nível de 830 metros de altura, correspondente a uma retenção de 2,7 mil milhões de metros cúbicos de água, o suficiente para arrancar as unidades geradoras de energia de Laúca.

A quarta e última etapa será executada em 2018, para o alcance de 850 metros de altura. Resgate da fauna Para garantir a sobrevivência e bem-estar aos animais arrastados pelas correntes de água, está criada uma equipa de especialistas, distribuídos em barcos de resgate animal, que actuarão durante a fase de enchimento do reservatório de água.

De acordo com a equipa de resgate, os animais serão transportados até ao centro de quarentena, devidamente equipado para oferecer assistência médica veterinária, para posteriormente serem libertados em zonas seguras.

Já os animais com necessidades especiais, serão encaminhados para as clínicas veterinárias de Luanda até a sua recuperação total. Realojamento As comunidades circunvizinhas à Barragem de Laúca vão ser alojadas em pequenas comunidades construídas pelo ministério de tutela para garantir a sua saúde e bem estar. (jornaldeeconomia)

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