Angola na cimeira da SADC

João Lourenço. (Foto: Dombele Bernardo)

Ministro João Gonçalves Lourenço desloca-se esta sexta-feira para Mbambane (Reino da Swazilândia) para participar na cimeira extraordinária da SADC que é dedicada à reestruturação das instituições.

O ministro da Defesa Nacional , João Manuel Gonçalves Lourenço, desloca-se hoje para Mbambane (Reino da Swazilândia), para participar, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na cimeira extraordinária dos Chefes de Estado e d e Governo da SADC , a ter lugar no dia 20 de Março.

A informação consta de uma nota de imprensa enviada à Angop, em Luanda, pelos Serviços de Imprensa da Embaixada da República de Angola em Moçambique. Segundo o documento, o ministro da Defesa Nacional chefia a delegação multi-sectorial angolana, que no dia 18 de Março participará no Conselho de Ministros da Comunidade de desenvolvimento da África Austral (SADC), que antecipa a cimeira dos chefes de Estado e de Governo.

A nota refere que o secretário de Estado do Ministério das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que também integra a delegação multi-sectorial angolana seguiu para Mbambane para participar na sessão do Conselho de Ministros. Reestruturação A cimeira extraordinária da SADC, em Mbambane, que decorre no Palácio de Lozitha, de 10 a 20 de Março, será dedicada à reestruturação das instituições da organização.

No quadro do evento, realizou-se o encontro do Comité Permanente da SADC de altos funcionários, de 10 a14 de Março, decorreu o retiro ministerial da SADC de 15 a 16 de Março, o Conselho de Ministros da SADC, a reunir-se nos dias 17 e 19 de Março, a Cúpula da Tróika de órgãos da SADC, no dia 19 de Março de 2017, precedida de MCO no mesmo dia.

Está prevista a presença nessa reunião, que também analisa a situação da região, Chefes de Estado ou de Governo dos 15 países que integram a SADC, nomeadamente Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo (RDC), Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe e Seicheles.

A 36ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) teve lugar em Agosto último, no mesmo Palácio de Lositha, em Mbambane (Reino da Swazilândia). Na mesma reunião, para além do anfitrião, participaram cinco Chefes de Estado, nomeadamente da África do Sul, Zimbabwe, Moçambique, Namíbia e Botswana.

Os outros estadistas se fizeram representar por vice-presidentes ou ministros dos Negócios Estrangeiros. A 36ª cimeira decorreu sob o lema “Mobilização de recursos para os investimentos em infra-estruturas energéticas sustentáveis, com vista a uma industrialização inclusiva e próspera da região”.

A delegação angolana integra o embaixador angolano Brito Sozinho, que responde pelo o Reino da Swazilândia, Moçambique, Malawi e Madagáscar. Integram ainda a delegação angolana, os secretários de Estado dos Ministérios das Finanças, Indústria, Comércio, Planeamento e Desenvolvimento Territorial e a secretária nacional da SADC, Beatriz de Morais.

Visita à Espanha Angola e Espanha assinaram esta semana, em Madrid, um novo acordo de cooperação no domínio da Defesa, numa demonstração da excelência do estado das relações bilaterais estabelecidas ainda nos primórdios da Independência Nacional. O acordo foi rubricado no final de um encontro entre o ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, e a sua homóloga espanhola, Maria Dolores de Cospeda.

Na segunda-feira, João Lourenço foi recebido pelo presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, no Palácio de Moncloa, numa audiência assistida pelos embaixadores de Angola, Victor Lima, e de Espanha, Júlia Alicia Olmo y Romero. João Lourenço efectuou ainda uma visita às instalações da Airbus, gigante da indústria aeronáutica, em Madrid, onde teve conversações com o seu presidente, Fernando Alonso.

Nos últimos anos, a cooperação entre os dois países tem conhecido avanços significativos, com a implementação de projectos diversificados em distintos sectores da vida nacional, com destaque para as áreas das finanças, segurança e ordem interna.

Angola e Espanha preparam, igualmente, a assinatura de um novo acordo de coopera- ção, em matérias de segurança e ordem interna, para conferir maior dinamismo às relações já existentes entre os Ministérios do Interior dos dois países. O documento vem actualizar o anterior acordo de cooperação celebrado em Madrid, em Junho de 1997.

Em 2014, os ministros do Interior de Angola e de Espanha, Ângelo Veiga Tavares e Jorge Fernández, assinaram em Madrid um plano de execução para cooperação em matéria de segurança interna.

O plano abrange as áreas de formação e assessoria técnica em matéria policial, migratória, penitenciária, protecção civil, protecção de fronteiras e combate à imigração ilegal. A Espanha está a transmitir às autoridades angolanas a sua experiência em treino e fornecimento de equipamento de vigilância fronteiriça.

No domínio da protecção civil, os dois países trabalham em conjunto sobre as respostas às calamidades naturais, tecnológicas e capacidade de reacção, face às emergências, resgate e salvamento. Angola e Espanha decidiram igualmente incrementar a assessoria técnica para a construção de estabelecimentos penitenciários, políticas de reabilitação e assistência social.

Âmbito das finanças Recentemente, o ministro das Finanças esteve igualmente em Madrid onde pediu aos representantes de mais de 70 empresas espanholas ajuda no processo em curso de mudança de modelo económico e produtivo até agora baseado na dependência ao petróleo.

“Actualmente, estamos em plena adaptação para um novo paradigma económico”, disse Archer Mangueira, para acrescentar que o país está em “plena adaptação para um novo paradigma económico”, que ainda “depende da exportação de petróleo” e que, mesmo que o preço tenha “recuperado nos últimos meses”, não haverá um regresso “à situação anterior”.

Archer Mangueira explicou que o seu Governo “conta com as empresas espanholas para fazer que Angola volte a ser um país multi exportador”.

Angola manifestou a necessidade de “alterar o actual modelo económico e produtivo para acabar com a sua dependência do petróleo”, e para isso necessita de “investimento estrangeiro nos sectores que considera serem estratégicos”, como são as infra-estruturas, energias renováveis, saúde, novas tecnologias ou agro-alimentar. Mais de 60 empresas espanholas estão instaladas em Angola.

Um dos destaques da presença espanhola em Angola e destacada pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, é a participação no Plano Nacional de Geologia (Planageo), lançado em Maio de 2014, através da firma Impulso, que integra um consórcio com o Instituto Geológico e Mineiro de Espanha e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia de Portugal.

Ambos são responsáveis por 37,5 por cento do projecto que vai permitir conhecer os recursos naturais do país, caracterizando as potencialidades minerais. As relações de amizade entre Angola e o Reino de Espanha decorrem são de longa data e abrangem vários sectores, desde ao da defesa e segurança aos da agricultura, comércio e indústria.

A Espanha, um país ibérico, é dos que ao nível da Europa tem dado significativa importância ao intercâmbio com o parceiro africano. Nos últimos anos os dois países realizaram vários fóruns económicos para mobilizar o reforço das relações entre os empresários dos dois Estados. (jornaldeeconomia)

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