UNITA responsabiliza militantes do MPLA pela destruição de comité em Benguela

Sede destruída em Benguela (Voa)

A UNITA alerta para um clima de pânico no município do Balombo, em Benguela, após a destruição, no último final de semana, da sede um comité de zona, na sequência de um ataque atribuído por supostos militantes do MPLA.

O partido de Isaías Samakuva diz que o acto foi antecedido de ameaças a militantes seus, tendo provocado 12 deslocados.

São homens, mulheres e crianças que se encontram na sede do município, depois de terem percorrido 12 quilómetros, a distância para a localidade de Chico do Wite, que tem entre 7 e 8 mil habitantes.

O secretário da UNITA no Balombo, Albano Pena, conta que nem mesmo a Polícia conseguiu travar os autores do ataque.

“Um grupo, num total de 40 elementos do MPLA, com picaretas, pás e catanas, destruiu o referido comité de zona. A Polícia chegou ao local, encontrou os cidadãos mas não conseguiu capturar ninguém. Eles diziam que o MPLA é quem manda, pelo que os agentes regressaram’’, denuncia Pena.

O partido recorreu ao comandante municipal da Polícia, de quem recebeu garantias de responsabilização criminal dos autores.

Albano Pena revelou, no entanto, que os estragos poderiam ter sido maiores.

“Eles pretendiam destruir também as casas dos nossos militantes, mas, felizmente, um soba foi para junto deles e pediu para que não cometessem este erro, uma vez que existem crianças’’, acrescenta.

A VOA não conseguiu obter uma reacção do porta-voz do Comando Provincial da Polícia, Pinto Caimbambo.

Há uma semana em Benguela, o novo comandante da Polícia e delegado do Interior, Elias Livulo, vindo do Huambo, garante trabalhar para combater a intolerância política.

“Estes problemas resultam das colocações e retiradas de bandeiras. Devo dizer que os dirigentes partidários não devem incitar a violência, até porque nós somos pelo diálogo’’, apela o novo comandante.

Balombo dista a 182 quilómetros da sede da capital da província. (Voa)

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