Semba domina estilo de dança do Carnaval na classe A

Grupo carnavalesco União Mundo da Ilha volta a apostar no semba (Foto: Pedro Parente)

Dez dos 14 grupos carnavalescos que vão desfilar hoje, terça-feira, na pista da Nova Marginal de Luanda, o farão dançando Semba.

O detentor do título, o União Njinga a Mbande, do município da Viana, vai, como é a sua marca, levar os foliões a dançar a cabecinha.

O histórico e recordista de títulos (12) do Carnaval de Luanda, o União Mundo da Ilha, do distrito urbano da Ingombota, volta a apostar no Semba .

O União Operário Kanbocomeu e o Kazukuta do Sambizanga, ambos dos distrito Urbano do Sambizanga, vão passar pela pista da Nova Marginal ao ritmo da Kazukuta.

Já o União Twabixila, da Viana, vai exibir-se ao ritmo da Dizanda.

Semba

O Semba é um dos estilos de dança e de música angolano mais populares. A palavra semba significa umbicada em Kimbundo.

A estrutura mais antiga do Semba situa-se na masemba (umbigada), uma dança angolana caracterizada por movimentos que implicam o encontro do corpo do homem com o da mulher: o cavalheiro segura a senhora pela cintura e puxa-a para si provocando um choque entre os dois (semba).

Cabecinha, também conhecida como Kabetula, é um estilo de dança carnavalesca da região do Bengo. A realização da dança consiste em saracoteios bem rápidos e saltos acrobáticos. As vestes dos bailarinos costumam ser camisolas, de preferência brancas, ou de tronco nu com lenços amarrados na cabeça e outro no pulso. Além disso, outro acessório indispensável para a execução da dança é o apito, que serve para fazer as marcações rítmicas do comandante da dança.

A Kazukuta é a dança por excelência que é de sapateado lento, seguido de oscilações corporais, firmando-se o bailarino, ora no calcanhar, ora na ponta dos pés, apoiando-se sobre uma bengala ou guarda-chuva. Os tocadores usam instrumentos como latas, dikanzas, garrafas, arcos de barril e, para algumas variações rítmicas, a corneta de latão e caixa corneta. Os bailarinos trajam-se de calças listadas e casacas devidamente ornamentadas, representando alguns postos do exército, cobrindo o rosto com uma máscara, representando alguns animais, para melhor caricaturar jocosamente o inimigo (o opressor). (Angop)

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