Offshores. Marques Mendes diz que Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque devem dar explicações no Parlamento

(HUGO AMARAL/OBSERVADOR)

Marques Mendes afirmou este domingo que Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque devem ser chamados a dar explicações no Parlamento sobre o caso das offshores.

O ex-líder do PSD e comentador da SIC, Luís Marques Mendes, diz que é preciso ouvir no Parlamento os ex-ministros das Finanças do Governo PSD/CDS no caso das offshores.

“Eu acho que há um passo que deve ser dado a seguir, que é chamar ao Parlamento Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque, os dois ex-ministros da Finanças que eram a tutela de Paulo Núncio.”

Apesar do assumir de responsabilidade política por parte de Paulo Núncio, Marques Mendes considera que é aos ministros que tutelavam a pasta das Finanças que cabia saber o que se estava a passar, e por isso quer que Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque respondam a várias perguntas.

“Os secretários de Estado não têm competências próprias, têm competências delegadas dos ministros e, portanto, é preciso perguntar aos dois ministros o seguinte: então? Sabiam disto? Não sabiam? Certamente vão explicar que não sabiam.”

Marques Mendes continua, afirmando que em caso de resposta negativa, há mais questões a colocar:

“Não sabiam? Então o Ministério estava em autogestão? Quer dizer, então durante dois ou três ou quatro anos nunca houve uma conversa entre o secretário de Estado e o ministro ou a ministra para saber, olhe como é que está essa questão das offshores? Está a haver mais transferências, menos, está a ser tudo regularizado, tudo legal? Nunca houve uma conversa destas? Quer dizer, se não houve, então que raio é que o ministro ou a ministra lá está a fazer?

O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Paulo Núncio assumiu no sábado a “responsabilidade política” pela não publicação de dados relativos às transferências de dinheiro para offshores, pedindo o abandono das suas funções atuais no CDS-PP.

“Tendo em conta o tempo que decorreu entre os factos e o presente e tendo tido agora a oportunidade de revisitar os documentos que têm sido noticiados, nomeadamente os apresentados pelos serviços para publicação de informação estatística das transferências transfronteiriças, considero legítima a interpretação dos serviços que levou à não publicação das estatísticas no portal das Finanças. Assumo, por isso, a responsabilidade política pela não publicação das referidas estatísticas”, sublinhou Núncio, em texto enviado à agência Lusa. (Observador)

por Rita Ferreira

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