Justiça decreta prisão de 4 PMs por iniciar movimento em quartéis do ES

Quartel de Maruípe em Vitória, na manhã do dia 15 de fevereiro, quando ocorriam protestos (Foto: G1 )

Coronel Foresti foi preso neste sábado (25); outros 3 estão foragidos.
Um deles, Capitão Assunção, resistiu à voz de prisão e fugiu.

O juiz da vara da auditoria militar, Getúlio Pereira Neves, decretou a prisão de quatro policiais militares que são suspeitos de iniciar o movimento nos quartéis do Espírito Santo

Dos quatro, apenas o tenente coronel Carlos Alberto Foresti foi preso neste sábado (25). Os outros três estão foragidos. Um deles, o Capitão Assumção, resistiu à voz de prisão e conseguiu fugir.

São eles: ex-deputado federal e militar da reserva, Lucinio Castelo de Assumção, mais conhecido como Capitão Assumção; o soldado Maxsom Luiz da Conceição; e o sargento Aurélio Robson Fonseca da Silva, mais conhecido como Sargento Robson.

O pedido de prisão foi endossado pelo Ministério Público Estadual. Os quatro PMs são acusados de incitar o movimento e de aliciar outros policiais, com a divulgação de áudios e vídeos em redes sociais.

Em nota, a Polícia Militar disse que está “adotando medidas para cumprir as ordens de prisões dos outros três policiais militares com mandando de prisão ainda em aberto”.

Foresti
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o tenente coronel PM Carlos Alberto Foresti entrou em contato com policiais militares da Corregedoria e tomou conhecimento do mandado de prisão que havia sido expedido em seu nome.

Às 17h40 do sábado (25), o oficial se apresentou na unidade da Polícia Militar de Itaperuna, no estado do Rio de Janeiro, sendo encaminhado para o Presídio da Polícia Militar do Espírito Santo, em Vitória, onde chegou na manhã deste domingo

Fuga
O ex-deputado federal e militar da reserva, Lucinio Castelo de Assumção, mais conhecido como Capitão Assumção, se envolveu em uma confusão próximo ao 4º Batalhão da PM, no Ibes, em Vila Velha, no momento em que seria preso. Logo após receber voz de prisão, ele conseguiu fugir. A Sesp informou que não houve uso de força na ação.

100% dos PMs nas ruas
O comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Nylton Rodrigues, anunciou que todo o efetivo foi para as ruas do estado no sábado. Pela manhã, após 21 dias de protesto, mulheres de PMs e governo chegaram a um consenso e batalhões foram desocupados.

Consenso
A pedido do movimento, o governo do estado assumiu o compromisso de não abrir novos Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra os policiais.

Para beneficiar o andamento da negociação, o MPT-ES e a Defensoria Pública da União recomendaram a suspensão, durante 15 dias prorrogáveis, dos PADs já instaurados, o que foi aceito pelo governo e pelas mulheres.

Outro pedido feito pelas mulheres que foi aceito pelo governo foi a desistência das ações judiciais contra familiares e associações.

O governo também concordou que promover o retorno de policiais transferidos aos postos originais em até 45 dias a partir da data da transferência. Em relação à organização das unidades da Polícia Militar, o governo se comprometeu a não transferir PMs da Grande Vitória para o interior.

Crise na segurança
O Espírito Santo teve o policiamento muito prejudicado durante sete dias, quando aconteceram diversos crimes. O governo chegou a declarar que não negociaria mais com os manifestantes até que todos os batalhões fossem desocupados.

Até a noite desta sexta-feira, foram registrados 199 homicídios no estado, segundo o Sindicato dos Policiais Civis. A Secretaria de Segurança Pública informou que, até as 22h30, o efetivo de policiais estava completo em 61 municípios e parcial em 17. (G1)

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