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Islamitas degolam refém alemão nas Filipinas
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Islamitas degolam refém alemão nas Filipinas

Os extremistas do grupo Abu Sayyaf decapitaram um idoso alemão sequestrado no ano passado no sul das Filipinas, informou nesta segunda-feira o grupo de inteligência SITE, especializado em monitorizar as páginas na internet de grupos islamitas.

Um vídeo publicado na internet pelo Abu Sayyaf mostra o assassinato, com uma faca, de Jürgen Kantner, de acordo com o SITE.

As imagens parecem confirmar as informações recebidas pelo governo filipino sobre a morte do refém.

O Abu Sayyaf, acusado de estar por trás dos mais violentos atentados na história do arquipélago, havia exigido o pagamento, até domingo, de um resgate equivalente a 560.000 euros para libertar o refém.

O exército filipino anunciou em 7 de Novembro que havia encontrado o veleiro de Jürgen Kantner à deriva no sul do país. A bordo encontraram o corpo de sua companheira, Sabine Merz.

O casal já havia sido sequestrado em 2008 por piratas somalis no Golfo de Aden. Os dois permaneceram em cativeiro por 52 dias. A AFP entrevistou ambos no ano seguinte e Jürgen Kantner afirmou que nunca abriria mão de navegar.

Com sua base nas ilhas do sul das Filipinas, onde a maior parte da população é muçulmana, o Abu Sayyaf jurou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O grupo arrecadou milhões de dólares com resgates de reféns estrangeiros e cristãos. Para as autoridades, este é um movimento mais criminosos do que ideológico.

O Abu Sayyaf executou dois canadenses, em Abril e Junho, quando não recebeu os milhões de dólares de resgate que havia exigido.

O grupo é uma ramificação extremista da insurreição separatista muçulmana que deixou mais de 100.000 mortos desde os anos 1970 no país do sudeste asiático, que no conjunto tem uma população de maioria católica.

Considerado uma “organização terrorista” pelo governo dos Estados Unidos, o grupo foi fundado no início dos anos 1990 com financiamento da Al-Qaeda.

Em 2014, os islamitas do Abu Sayyaf sequestraram outro casal alemão em seu barco no sul das Filipinas. Os dois foram liberados seis meses depois e o grupo afirmou que recebeu os 250 milhões de pesos (4,6 milhões de euros) exigidos. (AFP)

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