Huambo: Eleitores exigem dos políticos civismo na campanha eleitoral

Huambo: Vista parcial da Cidade do Huambo (Foto: Angop)

Eleitores da província do Huambo esperam ver, este ano, uma campanha eleitoral ordeira, exigindo, para tal, que os políticos demonstrem uma postura cívica, responsável e, acima de tudo, patriótica.

Ouvidos nesta segunda-feira pela Angop sobre as suas expectativas para o período que antecede as eleições gerais, os eleitores assumiram que o país está a consolidar a democracia pelo que é necessário evitar, na campanha eleitoral, qualquer discurso que incite o ódio, a contenda e a vingança.

Para o eleitor Daniel Nogueira, os políticos devem comportar-se como pessoas que poderão assumir os destinos do país, realçando que esta responsabilidade devia exigir deles um comportamento exemplar.

O também padre da comunidade da ordem de São Bento afirmou que cada candidato às eleições ou dirigente de um partido ou coligação que vai concorrer deve, simplesmente, limitar-se a apresentar o seu projecto de governo.

“O povo espera que os políticos evitem a guerra verbal entre eles e, sobretudo, demonstrem que o país está reconciliado. Que nos digam só coisas positivas em relação a eles e tenham a coragem de dizer o que vai mal em relação ao país e sua governação”, disse.

O padre Daniel Nogueira referiu que os políticos devem, durante a campanha eleitoral, afirmarem-se como verdadeiros agentes da paz, da concórdia, da unidade e reconciliação nacional.

Já a eleitora Maria Celeste Napumo, funcionária pública, afirmou que o reforço da paz e da unidade nacional deve imperar nos discursos políticos, independentemente, do programa de governo de cada um dos concorrentes.

Para ela, os partidos políticos e os seus responsáveis devem se empenhar para que as eleições sejam, no país, uma festa da democracia e não ocasião para promover divisões, através da força negativa dos discursos.

“É preciso colocar sempre a paz em primeiro lugar e tornar o dia da votação numa data de festa para o povo angolano. Devemos olhar o processo como um acto de realização e um desejo da população”, referiu.

Para o eleitor Paulo Sacanombo, as amarguras dos longos anos de guerra que o país viveu não devem ser recordadas na campanha eleitoral, dando lugar aos incentivos a paz e à concórdia. (Angop)

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