Empresário chinês investe na produção de milho em Benguela

Camponês colhe milho na sua plantação, apesar das dificuldades da produção causadas pela má conservação da água dos rios (ANTÓNIO SILVA/LUSA)

Um empresário chinês pretende investir quase três milhões de euros para produzir milho em Benguela, criando 130 postos de trabalho, conforme contrato de investimento a que a Lusa teve hoje acesso.

Um empresário chinês pretende investir, em conjunto com um grupo angolano, quase três milhões de euros para produzir milho na província de Benguela, criando 130 postos de trabalho, conforme contrato de investimento a que a Lusa teve acesso.

O contrato em causa foi aprovado por despacho do Ministério da Agricultura a 27 de janeiro e envolve a empresa angolana Ovaxing, que vende 49% do seu capital social ao empresário chinês Deng Xingwu, que também assegurará uma parte do novo investimento.

Com sede no município da Ganda, Benguela, a Ovaxing e o investidor chinês pretendem avançar com o cultivo e transformação de milho e outros produtos agrícolas naquela província, num investimento global de 3,062 milhões de dólares (2,9 milhões de euros) a concretizar até final deste ano e que permitirá, lê-se no contrato, “proporcionar parcerias entre entidades nacionais e estrangeiras”.

Como contrapartida, os investidores vão beneficiar de incentivos fiscais como a redução de 60% no pagamento de impostos de SISA, Industrial e sobre Aplicação de Capitais durante oito anos.

As necessidades angolanas em termos de milho ascendam este ano a 5,5 milhões de toneladas, para consumo humano e ração animal, mas cerca de metade desta quantidade ainda é importada.

O Governo angolano lançou em janeiro de 2016 um programa que visa dinamizar a produção nacional e diversificação além do petróleo, para travar as importações e aumentar as exportações, gerando outras fontes de divisas, sendo a agricultura a principal aposta.

Mais de dois milhões de famílias angolanas vivem da agricultura, setor que emprega no país 2,4 milhões de pessoas e que conta com 13.000 explorações empresariais, segundo dados governamentais. (Observador) por Lusa

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