Deslizamento de terras em Lisboa obriga à evacuação de três edifícios

(LUSA)

Um deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, em Lisboa, provocou hoje danos em três edifícios de habitação e levou à retirada de 27 pessoas. Há um ferido ligeiro confirmado.

Um deslizamento de terras na Rua Damasceno Monteiro, na zona do Intendente, em Lisboa, provocou esta segunda-feira danos em três edifícios de habitação e levou à retirada de 27 pessoas, confirmaram os Bombeiros Sapadores de Lisboa à agência Lusa.

Ao Observador, os Sapadores de Lisboa adiantaram ainda que o deslizamento aconteceu por volta das 5h46 “na parte de trás de três edifícios de habitação na Rua Damasceno Monteiro. Na sequência do incidente, uma pessoa sofreu ferimentos ligeiros e dois prédios sofreram danos estruturais”. De acordo com a mesma fonte, o deslizamento afetou três prédios (do número 106 ao 108), tendo dois deles (o 106 e o 108) sofrido a consequente queda de um muro.

Na sequência do incidente, tivemos um ferido ligeiro, que não necessitou de deslocação ao hospital”, disse.

Os Sapadores de Bombeiros adiantou que no local estão já elementos da proteção civil para analisar a situação e proceder ao realojamento dos 27 moradores retirados dos três edifícios. No local, estão também três viaturas dos Sapadores de Bombeiros, uma ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), elementos da proteção civil e da polícia municipal.

À RTP um dos moradores contou que despertaram com a ideia de se tratar de um terramoto. Confirmou também que estragos maiores verificam -se nas traseiras dos prédios. Ao todo foram quatro os prédios afetados, mas só em três se verificam estragos materiais. Vários moradores encontram-se na rua, à espera da confirmação das autoridades para poderem regressar às suas habitações. Sem saberem, no entanto, se podem voltar em definitivo ou só para recolher alguns bens materiais.

As autoridades estão a fazer uma “análise técnica” aos edifícios afetados para verificar se há condições para o regresso dos moradores às casas, disse o vereador da Proteção Civil. Em declarações à agência Lusa, perto das 09h00, Carlos Castro adiantou que a Proteção Civil municipal e o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa estão a fazer essa análise aos edifícios afetados.

Estamos a aguardar pela análise mais técnica em termos de edificado para ver se há condições ou não de as pessoas voltarem aos edifícios”, disse à Lusa o vereador.

A Lusa constatou no local haver alguns moradores a observar os trabalhos dos bombeiros cobertos com mantas vermelhas. Ismael, um dos moradores do número 106, disse à Lusa que, por volta das 05:30/05:40, sentiu um abalo muito forte durante um período muito curto e quando foi à janela reparou que as garagens estavam rebentadas e que do chão parecia sair fumo. “Quando a minha mulher foi à janela das traseiras, viu que o muro que nos separa do condomínio que há na Graça tinha ruído e as terras avançaram em direção ao nosso edifício”, contou.

Outro morador, João (que também não quis dar o apelido), contou que sentiu um tremor por volta das 06h00, seguido de muito barulho, e pensou que fosse o rebentamento de gás num prédio próximo. “A polícia foi muito rápida a chegar ao local e ajudou os moradores a saírem de casa”, disse. O morador considera muito estranho este deslizamento ter ocorrido agora, pois não tem chovido.

Tem havido inspeções, não sei o que se terá passado, dá ideia de que foi construída uma piscina do outro lado e pode ter havido alguma infiltração que amoleceu as terras e fez pressão ao muro”, disse.

As causas do deslizamento de terras ainda estão por apurar. (Observador) por Lusa

Localização por Google. (Lusa)

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