Cabo Verde vai ter representante na CEDEAO

Ulisses Correia e Silva, Primeiro-Ministro de Cabo Verde (RFI)

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, disse que o seu país vai nomear um embaixador permanente junto da sede da CEDEAO em Abuja, na Nigéria. A informação foi avançada depois de o presidente da comissão da CEDEAO, o beninês Marcel Alain de Sousa, ter criticado a ausência do arquipélago nos órgãos da organização.

O Governo de Cabo Verde vai nomear um representante permanente junto da sede da CEDEAO em Abuja, na Nigéria, com o propósito de estar mais perto do centro de decisões da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A garantia foi dada à imprensa pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, depois de o presidente da comissão da CEDEAO, Marcel Alain de Souza, ter afirmado que “Cabo Verde é o único país da região que não tem um representante permanente na CEDEAO”.

Marcel Alain de Souza esteve nos últimos três dias no arquipélago onde manteve um encontro com Ulisses Correia e Silva, tendo abordado, entre outros assuntos, a questão da integração regional, a ligação aérea entre os países da região, a língua como factor de integração, as infraestruturas, a questão da fixação dos quadros cabo-verdianos nos países da região e o pagamento das quotas.

Durante a visita esteve, também, em foco a efectivação da união aduaneira entre os 15 países que integram a CEDEAO com a implementação da tarifa externa comum. Marcel Alain de Souza citou um estudo elaborado em 2015 que revela que o valor das trocas comerciais entre os países da comunidade foi de apenas 15 milhões de dólares (cerca de 14 milhões de euros), ou seja, 12 por cento do total das trocas na região.

“Trocamos quatro vezes mais com a Europa do que entre nós”, afirmou o responsável, considerando que no caso de Cabo Verde “existe a impressão” de que o país está mais virado para a Europa do que para os países da África Ocidental.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, disse querer “aprofundar as negociações com vista ao estabelecimento de uma ligação marítima entre Cabo Verde e os outros 14 países da CEDEAO”, adiantando que a companhia marítima já foi criada pelos 15 países e que falta pô-la a funcionar. (Rfi)

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