Assessora de Trump criticada por ajoelhar em sofá do Salão Oval

A assessora do presidente Donald Trump, Kellyanne Conway (E), observa o telefone depois de tirar uma foto do chefe de Estado com líderes negros de universidades Salão Oval em 27 de fevereiro (Afp)

Kellyanne Conway, assessora do presidente Donald Trump, foi alvo de críticas na imprensa e nas redes sociais por ajoelhar em um um sofá do Salão Oval da Casa Branca durante uma recepção oficial.

Em uma imagem feita por um fotógrafo da AFP, Conway aparece de joelhos sobre um sofá do escritório presidencial com um telefone celular nas mãos, enquanto Trump posa para uma foto com os líderes negros de colégios e universidades.

Um colunista do Wall Street Journal criticou a atitude de Conway e sugeriu que um comportamento semelhante de assessores de administrações anteriores teria provocado protestos ainda maiores.

“Se Rice ou Jarrett sentassem da mesma forma no Salão Oval, os conservadores teriam ficado roucos durante semanas por tantas críticas”, escreveu Bret Stephens, em referência a Susan Rice e Valerie Jarrett, assessoras próximas do ex-presidente Barack Obama.

O próprio Obama, que foi fotografado muitas vezes em posturas relaxadas, também foi alvo de críticas por flexibilizar o código de vestimenta de terno e gravata.

No Twitter, muitas pessoas criticaram Conway e interpretaram sua linguagem corporal como um sinal de “falta de respeito”.

Alguns estabeleceram comparações com uma foto de 2013 de Obama com os pés sobre uma mesa no Salão Oval.

“Lembram quando os republicanos perderam a cabeça com a decoração do Salão Oval de Obama”, tuitou um internauta.

“Conway com seus sapatos em um sofá do Salão Oval – coerente com vários graus de falta de respeito que a equipe de Trump demonstra”, escreveu outro.

“A nova base de fotos do ‘privilégio branco'”, expressou um usuário do Twitter sobre a foto, na qual aparece um grande grupo de negros de pé.

Esta não é a primeira polémica que envolve Conway.

Recentemente ela foi duramente questionada por ter recomendado publicamente que as pessoas comprassem produtos da marca de Ivanka, filha do presidente Trump.

O Escritório de Ética do governo dos Estados Unidos solicitou uma investigação e uma acção disciplinar.

Também ficou no centro das atenções ao apresentar o conceito de “fatos alternativos” ao dicionário político para justificar afirmações da Casa Branca de sobre fatos que nunca aconteceram. (Afp)

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