Governo poupa mais de 100 milhões de kwanzas/dia com novas subestações

(Arquivo) João Baptista Borges, Ministro da Energia e Águas (Foto: Gaspar Dos Santos)

O ministro de energia e águas, João Baptista Borges afirmou hoje, quarta-feira, que o governo angolano vai poupar mais de 100 milhões de kwanzas/dia em combustível com a entrada em funcionamento das subestações de energia eléctrica inauguradas em Luanda.

Segundo o governante, em declarações à imprensa depois da inauguração das subestações do Futungo de Belas, Cidade do Talatona, Morro da Luz e da Boavista, município de Luanda, as 11 centrais térmicas dissel que funcionavam em Luanda, consumiam cerca de dois milhões de litros/dias.

“ As 11 centrais térmicas dissel a funcionar em Luanda consumiam cerca de dois milhões de litros dias, mas com estas instalações e com a entrada de Cambambe, poupam-se cerca de 750 mil litros de combustível/dia, o que se traduz em poupança em termos monetários em mais de 100 milhões de kwanzas”, esclareceu,

Segundo o ministro, outro grande beneficio, é o facto de estar ser reduzida as emissões de poluentes já que o dissel é poluente e a expandir a capacidade já que as outras centrais térmicas não tinham a capacidade destas subestações que ampliam grandemente esta capacidade de transformação em alta tensão.

Estas subestações, prosseguiu o ministro, vão agora proporcionar a possibilidade de no projecto de extensão da rede de distribuição, que é outro projecto, lançado recentemente, seja possível beneficiar mais 400 mil residências a rede de distribuição.

“Temos aqui então as condições estruturais que permitem que isso seja realidade e estamos neste momento a criar a disponibilidade que Luanda necessitava, com a conclusão destas obras, para de facto ter um fornecimento estável de energia”, referiu.

João Baptista Borges afirmou que ao longo do país existem projectos para expandir a rede eléctrica, quer no litoral como no interior, e a meta é duplicar a taxa de acesso a electrificação do país até 2025, por isso processo de género vão se duplicar em todo o território nacional.

O dirigente fez referência que as obras das subestações, iniciadas em 2012 e 2013 respectivamente, podiam ter sido concluídas mais cedo se de facto existissem condições de acesso das redes de transporte.

Foi muito difícil, segundo João Baptista Borges, mas “tivemos a colaboração estreita do governo de Luanda na remoção de muitos constrangimentos, pessoas que não deixavam implantar torres, essas são obras que vão levar benefício a muitos milhares de cidadãos, por isso não se pode permitir que meia dúzia de pessoas queira impedir que estas obras sejam feitas”.

Outro aspecto de realce apontado pelo dirigente foi o facto de os projectos terem sido financiados com a linha de crédito estrangeiro. “São recursos do Estado, mas tem aqui parceiros que devem ser referidos como a Republica Popular da China e do Reino de Espanha que tem dado muito apoio na execução destes projectos tão importantes para o desenvolvimento do sector eléctrico.

As subestações orçadas em aproximadamente 100 milhões de dólares foram inauguradas em conjunto pelo ministro da energia e águas, João Baptista Borges e o governador de Luanda, Francisco Higino Carneiro, no âmbito das celebrações do 441 aniversário da fundação da cidade de Luanda. (Angop)

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