Uíge: Calamidades naturais deixam mais de cinco mil pessoas ao relento

(prociv-uige.net)

Cinco mil 538 pessoas, incluindo 923 famílias do meio rural, ficaram ao relento este ano, na província do Uíge, em consequência de calamidades naturais.

A informação foi prestada quarta-feira, nesta cidade, pelo comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros do Uíge, subcomissário Manuel Pedro Keta, durante a cerimónia de encerramento das jornadas comemorativas ao dia nacional do Bombeiro, 30 de Novembro, em todo país.

O Comandante revelou que a população sinistrada foi acudida com chapas de zinco e bens de primeira necessidade, entre a população mais afectada nos Municípios de Milunga, Sanza-Pombo, Cangola e Maquela do Zombo.

Realçou que foram ainda identificadas e mapeadas 15 novas áreas de riscos nos municípios de Uíge, Negage, Maquela e Kimbele, com construções nas encostas e em terrenos deprimidos topograficamente e susceptíveis a inundações e deslizamentos de terra.

Como disse, foram constatados ainda 17 edifícios na cidade do Uíge com mais de 50 apartamentos em estado de degradação e que apresenta riscos iminentes de desmoronamento.

“ O órgão procedeu ainda a remoção de produtos tóxicos que deixavam aflitos dois mil 617 alunos durante aulas no instituto médio politécnico Manuel Quarta Punza.

No domínio dos bombeiros, referiu, foram registados 154 incêndios de pequena e média proporções causadas por curto circuito, negligência, fogo posto e vazamento de gás butano em 87 habitações, casas comerciais e florestas.

Adiantou que pelo menos 56 pessoas morreram carbonizadas, vítimas de acidentes, e 68 outras ficaram feridas com queimaduras de I, II e III graus, com prejuízos materiais estimados em 330 milhões978 mil e 700 kwanzas.

Entretanto, o comandante provincial do Uíge da Polícia Nacional, Comissário António Simão Leitão Ribeiro, reconheceu a boa participação dos bombeiros na educação preventiva da população, reagindo oportunamente às ocorrências com os meios ao seu alcance.

O Oficial Superior da corporação apelou aos efectivos esforços combinados na prevenção e combate aos incêndios e efeitos das calamidades naturais, aproveitando os recursos humanos e suas valências para transforma-los em verdadeiros bombeiros e sempre com o espírito de missão. (Angop)

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